A Ewin Group está interessada na construção de um porto na área do Polo Naval do Estado. A ideia da empresa americana é bancar a construção e, em troca, receber a concessão para controlar o local por um prazo determinado. Representantes da Ewin Group visitaram nesta quarta-feira (17.10) o estande do Amazonas no 24º Congresso Nacional de Transporte Aquaviário, Construção Naval e Offshore (Exponaval/Sobena), no Rio de Janeiro, para iniciar conversas sobre a proposta.
A comitiva do Amazonas que participa da Exponaval é formada por técnicos da Suframa, do Governo do Estado e do Sebrae-AM, além de representantes de sindicatos e estaleiros do Amazonas. Eles dedicaram esta quarta-feira para rodadas de negócios.
Parte do grupo fez uma visita à sede da Elcano – empresa de origem espanhola focada no comércio marítimo de longo curso, exercendo atividades de armazenagem, comercialização de mercadorias e administração de embarcações – os executivos da empresa demonstrar interesse no projeto de hub, um consórcio de estaleiros, para reparos e manutenção no Polo Naval do Amazonas.
Para os gestores da Elcano, alguns deles com mais de 30 anos de atuação no segmento naval, a atividade de reparo e manutenção de embarcações deveria ser a principal atividade do futuro Polo Naval do Amazonas. As principais razões apontadas é que não há na América do Sul nenhum estaleiro de reparo e há uma obrigação legal de que um navio precisa passar pela docagem (parada para inspeção e reparo) a cada cinco anos. Para docar a sua frota, a Elcano precisa enviar os navios para Portugal e Espanha.
Outro grande projeto para o Polo Naval e Náutico do Amazonas é a atração de um big estaleiro de construção. O estaleiro âncora também teria uma função semelhante à loja âncora de um shopping, ajudando a atrair outros investimentos para o local.
Siderama
O representante da Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP), Jorge Ruiz, anunciou, durante reunião na Suframa, que nesta quinta-feira (18.10) será formalizada a transferência da área da antiga Companhia Siderúrgica da Amazônia (Siderama) para a Secretaria de Portos, etapa fundamental à implantação do novo porto público do Polo Industrial de Manaus (PPIM). “A implantação do PPIM atende antiga reivindicação dos empresários instalados em Manaus que não contam com uma instalação portuária pública para a movimentação de contêineres. A transferência da área da Siderama para a SEP é um marco que nos dá ainda mais convicção de que o projeto será realizado”, afirmou Ruiz.
Situado na Estrada do Paredão, no quilômetro 5 da rodovia BR-319, dentro do Distrito Industrial de Manaus, o novo porto terá em sua primeira fase capacidade de movimentação de 500 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) e empregará aproximadamente 600 trabalhadores na fase de construção, com investimentos previstos, ao longo de dois anos, superiores a R$ 450 milhões.
Ruiz destacou que o empreendimento já conta com todos os licenciamentos emitidos e que os estudos técnicos acerca do projeto, elaborados pela empresa APM Terminals da Amazônia, já se encontram na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), entidade reguladora que irá fazer a licitação – ainda sem data confirmada para ocorrer – da concessão para a construção e exploração comercial do PPIM pelo período de 25 anos. A expectativa é de que o novo porto comece a funcionar no segundo semestre de 2014.
Manaus ainda tem a possibilidade de ter outro porto, o Porto das Lajes, que está em fase de discussão judicial pela empresa nacional Log-in e a local Juma Participações, com investimento previsto de R$ 80 milhões.
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