02/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Arthur faz reunião com a Fada e defende inclusão de pessoas com deficiência

Publicado em 12 de setembro, 2012

Segundo dados do último censo demográfico, realizado em 2010, 45 milhões de brasileiros disseram ter algum tipo de deficiência, ou seja, quase 24% da população. As informações correspondem aos diversos tipos de deficiências físicas e mentais, entre motora, visual, auditiva ou mental. Esse resultado reforça o tamanho do desafio dos governantes em oferecer uma vida digna a milhões de brasileiros.

“Eu não acredito que existam pessoas com deficiência mental, e sim, pessoas que se diferenciam. Não é difícil encontrarmos autistas que desenvolvem memória fotográfica e outras características que somente pessoas de QI muito elevado apresentam, outro exemplo, são os portadores de Síndrome de Down que se destacam nos esportes e atividades culturais”, disse o candidato a prefeito, pela coligação “O futuro é agora”, Arthur Virgílio Neto durante um encontro com representantes da Fundação de Apoio as Instituições de Proteção a Pessoa com Deficiência (Fada), realizado na manhã desta quarta-feira (12).

A reunião aconteceu de maneira simples na residência da presidente da entidade, Lúcia Rosas, localizada no conjunto residencial Uirapuru, situado na avenida Mário Ypiranga, antiga Recife. Na ocasião, também estiveram presentes integrantes do Movimento de Mulheres, encabeçado por Goreth Garcia Ribeiro e Amanda Abrahão, esposas dos candidatos. O encontro começou com a exibição de um vídeo, que explicou de forma resumida os 13 anos de atividade da fundação que, segundo a presidente, iniciou com o objetivo de angariar recursos e distribuí-los entre as mais de 30 instituições existentes em Manaus.

Lúcia Rosas explica que o trabalho com deficientes seja voluntário ou por contratação é algo muito gratificante, mas ao mesmo tempo muito sofrido, porque são muitas as necessidades dos pacientes, desde alimentação, artigos de higiene pessoal, remédios, entre outras. “Enfrentamos uma dificuldade muito grande por sermos uma fundação estigmatizada, hoje o apoio que fornecemos é com o auxílio de profissionais que trabalham em conjunto com as demais entidades, além de também recebermos crianças e jovens adolescentes portadores de deficiência para tratamento na Fada”.

Ainda de acordo com Lúcia Rosas, por ter sido criada pela então primeira-dama Leo Nascimento a Fada é associada a uma imagem política que não a pertence, pois é uma organização sem fins lucrativos e não-governamental, que atende a 250 crianças. Sem saber afirmar ao certo qual o real número de deficientes físicos e mentais existente na capital do Amazonas, a presidente da Fada afirmou que a reunião com Arthur foi motivada pela ideologia política dos integrantes da instituição. “Acreditamos que o Artur será o futuro prefeito de Manaus e acreditamos em seu caráter e senso de humanidade, por isso o procuramos para apresentar-lhe o nosso trabalho”, afirmou. Atualmente, a Fada está localizada na rua João Valério, n.° 88, Vieiralves, Nossa Senhora das Graças.

Mais uma vez ressaltando a enorme capacidade dos deficientes em geral, Arthur garantiu que em sua gestão pretende promover medidas que visem a inclusão social, seja na educação, na cultura, ou esporte. “Considero uma atitude quase que narcisista aglomerar essas pessoas (deficientes) em instituições, tirando-as do convívio da sociedade. Você só sabe se uma criança com alguma deficiência física sabe nadar se colocá-la na piscina, além disso, os próprios pais muitas vezes não sabem como estimular os filhos autistas, que são mais introspectivos, mas possuem uma capacidade esplêndida para as artes, esportes e atividades que trabalhem o intelecto”, declarou.

Arthur também prometeu intensificar a fiscalização do atual programa Transporta, responsável pelo transporte especial dos deficientes físicos das áreas mais carentes da cidade até o local d e tratamento. De acordo com o candidato, quando foi criado o programa previa que as empresas disponibilizassem 75 ônibus para esse tipo de transporte, entretanto apenas oito tem sido disponibilizados para o serviço. “Sempre me preocupei muito com os deficientes e sempre fiz questão de colaborar para que instituições sérias como a Fada pudessem ampliar e melhorar a qualidade dos serviços oferecidos, não somente para tratamento e sim para o desenvolvimento desses cidadãos, capacitando-os cada vez mais para o convívio em sociedade”, concluiu.

 

Obs: Texto de responsabilidade da assessoria de imprensa do candidato

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