Com cerca de 20 irregularidades trabalhistas encontradas, a fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) interditou parcialmente as obras do aeroporto internacional Eduardo Gomes, nesta segunda-feira (27/08). Os fiscais foram chamados ao local por conta da paralisação de trabalhadores, que reclamavam o pagamento de 30% sobre os salários, a título de periculosidade. “Duas das 15 frentes de obras foram paralisadas, o que corresponde a 15% do total”, disse a assessoria de imprensa da Infraero.

As obras no aeroporto continuaram, na manhã desta terça-feira, nas 13 frentes que não foram interditadas pela fiscalização do trabalho
A parte interditada diz respeito à ampliação do terraço, no sentido Leste-Oeste (lateral). O restante da obra continua em andamento, para cumprimento do rígido cronograma que prevê a inauguração em dezembro de 2013. “Até 24 de agosto alcançamos 24,72% de obra concluída”, disse a assessoria.
O consórcio Encalso-Engevix-Kallas, responsável pela ampliação do aeroporto, entra hoje à tarde com documentação de defesa na SRTE e vai aguardar por nova vistoria. “A Infraero faz os repasses para o consórcio e cabe a este o relacionamento com os trabalhadores. Os 30% de periculosidade, que os trabalhadores reclamam, estão sendo pagos para alguns e outros não”, disse a assessoria de imprensa.
Os fiscais afirmam que há risco de desabamentos que justificam a periculosidade, segundo o superintendente regional do Trabalho e Emprego, em exercício, Francisco Edson Ferreira Rebouças.
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