21/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Com garantia de que não haverá ‘corte no ponto’, professores da UFAM decidem continuar em greve

Publicado em 20 de agosto, 2012

Os docentes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) decidiram manter a greve, que completou três meses no último dia 17, e informaram ter a garantia da reitoria da universidade de que não haverá “corte no ponto” como impôs o Comunicado Geral do Ministério do Planejamento, enviado na segunda-feira (13.08). Sobre as atividades de pós-graduação da instituição, os docentes reiteraram que o Comitê de Ética e Essencialidade do Comando Local de Greve (CLG) da Ufam continua recebendo os pedidos de análise sobre qualquer atividade relacionada ao ensino, pesquisa e extensão.

O principal motivo apresentado pelos professores para a continuação do movimento é a falta de atendimento do governo federal às reivindicações da categoria. “Nas duas propostas que apresentou, o governo ignorou nossas reivindicações de reestruturação da carreira e de melhores condições de trabalho e as reduziu para uma questão de reajuste salarial”, explicou o presidente da Associação dos Docentes da Ufam (Adua) e Coordenador do CLG, Antônio Neto.

Para trazer o governo de volta à mesa de negociações, os professores afirmaram que estão dispostos a flexibilizar os percentuais do reajuste. “O valor do piso para professores graduados, que cumprem 20 horas, seria alterado para R$ 2.018,77, e o percentual de passagem dos níveis, os chamados ‘steps’, caíram de 5% para 4%, desta forma, a reestruturação que propomos projeta a malha salarial entre o piso e o teto propostos pelo governo”, disse.

Sobre a decisão intransigente do governo federal de “cortar o ponto” dos professores em greve, os docentes informaram que foram assegurados, na última sexta-feira (17), pela reitora da Ufam, Márcia Perales, que isso não ocorrerá. “Após realizar uma reunião com o Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior), a reitora se reuniu com o CLG para informar que não há perigo de haver ‘corte no ponto’ dos professores em greve”, afirmou. O Ministério do Planejamento enviou na segunda-feira (13) um Comunicado Geral aos órgãos reiterando a orientação para efetuar o “corte do ponto” referente aos dias parados, tendo como justificativa “falta por greve”. A pressão do Poder Executivo tem em vista a proximidade do fechamento da folha de pagamento de agosto.

Em relação aos cursos de pós-graduação da Ufam, o integrante do Comitê de Ética e Essencialidade, Marcelo Vallina, reiterou que o CLG continua recebendo os pedidos de análise sobre quaisquer atividades relacionadas à universidade. “Desde o início da greve, já recebemos cerca de 180 pedidos de análise, incluindo atividades ligadas à pós-graduação, são deferidas as consideradas essenciais como às relacionadas à comunidade ou as que ao serem paralisadas podem trazer risco à segurança ou a saúde”, disse. Os pedidos de análise podem ser encaminhados ao Comitê de Essencialidade do CLG para o e-mail: [email protected].

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