O valor das dívidas das famílias de Manaus reduziu 11,55%, entre 2010 e 2011, de acordo com a “Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras”, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). A região Norte foi a única onde houve redução desse valor, puxada pela capital amazonense. A dívida foi de R$ 228,81 milhões por mês para R$ 202,37 milhões por mês.
O valor devido pelas famílias da Região Norte era de R$ 775,85 milhões por mês em 2010 e passou para R$ 770,09 milhões em 2011, uma retração de 0,7%. O cenário, entretanto, varia bastante de um Estado para outro. Em Belém houve redução de apenas 0,02%, o que trouxe a dívida local para R$ R$ 306,3 milhões por mês. Estes foram, na verdade, as únicas capitais a registrar recuo no nível de endividamento, contudo, a dívida das duas equivale a 66,05% do total da região.
No geral, 66,32% das famílias da região estão endividadas, sendo que a capital com mais famílias nessa condição é Rio Branco (76,82%) e a com menos é Boa Vista (59,29%). Palmas, que tem 32.501 (60,66%) de suas 53.583 famílias nessa condição, foi a única capital da região a registrar recuo neste quesito. Em relação a 2010, quando 33.172 famílias se enquadravam nesta categoria, houve um recuo de 2,02%.
A região também é a que tem a menor parcela da renda comprometida com dívida, somente 25,71%. A Assessoria Técnica da FecomercioSP destaca, entretanto, que o rendimento médio mensal das famílias da Região Norte é de R$ 3.644,83, 30,33% inferior ao da média nacional (R$ 5.231,53). O que implica em menos capacidade de se endividar.
Macapá é a única capital da região que viu o nível de inadimplência crescer no período. Em 2010, 33,91% das famílias locais tinham contas atrasadas, e, em 2011, esse número subiu para 36,07%. A capital amapaense é também a que tem o maior nível de inadimplência da região, e a terceira maior do País, atrás de Aracajú (42,19%) e São Luís (36,27%), na região Nordeste. Por outro lado, Palmas, com somente 14,63% das famílias inadimplentes, tem o segundo melhor resultado do País, atrás somente de São Paulo (13,41%), no Sudeste.
Brasil
De modo geral, o nível de endividamento aumentou no Brasil. De acordo com a “Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras”, 62,5% das famílias estão endividadas, um crescimento de 6,39% entre 2010 e 2011. O volume da dívida também aumentou, e muito, 11,57%. Em 2010, as famílias deviam R$ 145,14 bilhões e agora este montante é de R$ 161,93 bilhões, ou R$ 13,49 bilhões por mês.
Por outro lado, o rendimento das famílias endividadas cresceu 11,73%, saltando de R$ 491,52 bilhões para R$ 549,17 bilhões, ou R$ 45,76 bilhões por mês. O que permitiu ao brasileiro aumentar a dívida sem ampliar a parcela da renda comprometida com esta. Ao contrário, houve uma ligeira redução neste quesito. O recuo foi de somente 0,04 ponto porcentual (p.p.), mas demonstra que as famílias estão aprendendo a administrar melhor sua renda.
O destaque negativo foi o aumento de 2,4 p.p. na taxa de juros – que também pode ser encarada como o preço do crédito –, que custaram as famílias um desembolso adicional de R$ 42,3 bilhões no ano. No total, foram R$ 183,5 bilhões gastos com juros. Montante que poderia ter ampliado o consumo das famílias e, consequentemente, alimentado à cadeia produtiva, estimulado a geração de emprego e renda e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
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