22/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Projeto inicial da Cidade Universitária custará R$ 300 milhões

Publicado em 12 de julho, 2012

A Cidade Universitária começa a ser construída neste semestre, em uma área de 13 milhões de metros quadrados, e a primeira etapa do empreendimento deve ser entregue em 2014. Os investimentos iniciais devem ser de R$ 300 milhões, que serão provenientes da privatização da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás), para infraestrutura e construção dos espaços acadêmicos.

O projeto da Cidade Universitária da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) foi apresentado pelo governador Omar Aziz na manhã desta quinta-feira (12/07), no Teatro Direcional, no Manauara Shopping, onde a maquete do complexo ficará exposta ao público.

Projetada para ser construída no município de Iranduba, Região Metropolitana de Manaus, a Cidade Universitária é um marco fundamental, segundo Omar Aziz, na consolidação da instituição, que este ano está completando dez anos de criação.

A Cidade Universitária reunirá todas as unidades da UEA da capital, fortalecendo a integração entre os cursos, além de proporcionar avanços fundamentais na gestão administrativa – de logística e de pessoal – com impactos significativos na gestão financeira. O complexo também foi concebido para ter estrutura urbana completa, com espaços residenciais, comerciais, eixos viários, áreas de lazer e turismo, equipamentos públicos, como terminal rodoviário, hospital, delegacia, corpo de bombeiros, órgãos de serviços de cidadania, entre outros.

O projeto prevê infraestrutura totalmente planejada e perspectiva de se tornar, em breve, mais um grande polo de desenvolvimento econômico, cultural e educacional do Estado. A obra inicia com a construção da Reitoria e dos prédios de Ciências da Saúde, Ciências Sociais e de Tecnologia. “Com a Cidade Universitária vamos consolidar esse projeto vitorioso que foi a criação da UEA, um patrimônio do povo amazonense”, disse o governador.

O Campus da UEA vai comportar, ainda, um hospital-escola, com 200 leitos e vila olímpica. Para abrigar os alunos do interior do Estado, será construído o maior complexo de moradia para estudantes do Brasil, que oferecerá inicialmente duas mil vagas, além de restaurante universitário e Centros Acadêmicos de Convivência.

“Com a ajuda do Governo, os universitários vão ter estudo, moradia e alimentação gratuitos, para depois que se formarem poder voltar aos seus municípios e suprir a carência do interior em diversas áreas do conhecimento”, afirma o governador Omar Aziz. O projeto prevê ainda a Vila Agrícola, que funcionará como um campus rural para os cursos de Agronomia e Engenharia Florestal; um Centro Tecnológico cujo principal objetivo é atrair instituições de pesquisa tecnológica, agências de fomento, incubadoras de empresas e parques tecnológicos.

Sustentabilidade Ambiental

O projeto da Cidade Universitária foi concebido obedecendo aos preceitos da sustentabilidade ambiental. O Plano Diretor Urbano tem como premissa o respeito às condições geográficas, meteorológicas, topográficas, aliadas às questões sociais, econômicas e culturais do lugar. Serão preservados parques florestais, igarapés e margens do rio.

Dentre os itens sustentáveis, destacam-se a gestão de resíduos sólidos, a eficiência energética e o reaproveitamento de água. Ao longo do principal igarapé que corta a Cidade Universitária será implantado um parque linear, de onde os visitantes poderão contemplar a flora e fauna amazônica por meio de passarelas suspensas.

Emprego e Renda

O Plano Diretor prevê áreas para a implantação de empreendimentos habitacionais – condomínios horizontal e vertical – comerciais e de serviços, desde o pequeno empreendimento a Shopping Center, Power Center e Business Center, o que vai fomentar a geração de emprego e renda.  Os recursos provenientes da venda dos espaços deverão ser revertidos para a própria Cidade Universitária.  O complexo será um atrativo de turismo e lazer do Amazonas e contará com hotéis, zoológico e um parque temático. Na área cultural, serão construídos museus e teatros.

Consolidação da UEA

Segundo o governador, o processo de consolidação da UEA não se limita a construção da Cidade Universitária, cujas obras devem iniciar ainda este ano.  Passa ainda pelo processo de democratização da instituição, com a realização das primeiras eleições diretas para direção de unidade ano passado; pela valorização profissional, a partir da aprovação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), sancionado também ano passado; e pela realização a partir deste ano dos primeiros concursos públicos para formação do quadro efetivo da instituição. Entre os avanços, destacam-se ainda a implantação dos restaurantes universitários e o plano de expansão para o interior, com a construção de núcleos em dez municípios, além da modernização das instalações.

Com os novos núcleos, a UEA passará a contar com 27 unidades em municípios localizados em pontos estratégicos do Estado, formando uma rede de atendimento com capacidade de atingir todo o território amazonense. Desde que foi criada em 2002, mais de 50 mil alunos já foram matriculados na universidade estadual, dos quais 26 mil foram graduados e 25 mil estão matriculados no momento. “Com a expansão, teremos maiores condições de ampliar o número de vagas e criar novos cursos para atender as demandas do mercado e principalmente as necessidades das populações amazonenses”, destaca Omar Aziz.

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