O Comando Unificado de Greve (CUG) dos técnico-administrativos e docentes da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) ratificou a continuidade da greve, mesmo com a ameaça do Governo Federal de corte do ponto dos servidores em greve. A decisão foi tomada na assembleia de greve da categoria, realizada pelo Sintesam ((Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas) na manhã desta terça-feira (10), em frente ao prédio da Reitoria, Campus Universitário.
O CGU agendou uma audiência com a Reitoria da Ufam em que vai solicitar o não acatamento do comunicado do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão, assinado pelo secretário de Relações de Trabalho, Sérgio Mendonça, em que determina o corte do ponto, levando em conta a autonomia da instituição e a manifestação do Conselho Universitário de apoio à greve e não retaliação aos servidores.
O Sintesam também informou que já solicitou à assessoria jurídica da entidade uma análise para tomar providências necessárias em relação à ameaça do Governo Federal. O coordenador Geral do Sindicato, Carlos Almeida, avaliar o comunicado uma ação improcedente diante do fato de que a greve não foi julgado e, portanto, não considerada abusiva ou ilegal. “Não temos medo de ameaças, a nossa resposta será o recrudescimento das ações. O quer o Governo está fazendo é tentativa de transferir as tensões de Brasília para os Estados fazendo terrorismo”.
Sobre a mobilização para paralisar serviços no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) e Ambulatório Araújo Lima (AAL), foi informado que a comissão interna do HUGV havia ficado de reunir nesta terça-feira (10) para discutir e definir com os diretores da unidade e profissionais (médicos) as atividades essenciais. A definição (documentada) será encaminhada ao Comando Unificado de Greve para ser encaminhada à votação em assembleias das categorias em greve para deliberar a paralisação no HUGV e AAL, que deverá ocorrer até a próxima semana.
Nesta quarta-feira (11) os grevistas vão realizar um ato de protesto em frente ao auditório Dr. Zerbini, na Faculdade de Medicina, durante a realização de um debate sobre a implantação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), organizada pela administração da UFAM.