13/SET 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

TCE-AM aprova contas do Governo do Estado em 2011, por unanimidade, mas com 19 ressalvas

Publicado em 30 de maio, 2012

Pendências em conciliações bancárias, número elevado de fundos especiais, pessoal temporário elevado, em detrimento dos cargos efetivos, carreiras e concurso público. Essas foram algumas das 19 ressalvas apontadas no julgamento de hoje, no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), quanto à administração do governador Omar Aziz, em 2011. As contas, no entanto, foram aprovadas por unanimidade.

O vice-governador do Amazonas, José Melo, que acompanhou a sessão, disse que as ressalvas serão corrigidas “setorialmente”, isto é, em cada secretaria onde elas ocorreram.

As contas do governador Omar Aziz e seu secretariado foram aprovadas por unanimidade, mas com ressalvas, que serão corrigidas, segundo José Melo (último à esquerda na plateia)

A sessão ocorreu em caráter extraordinário, na tarde de hoje. As sessões ordinárias do TCE-AM são realizadas na quinta-feira. Os conselheiros acompanharam o voto do conselheiro-relator, Júlio Cabral, que acolheu o parecer do Ministério Público de Contas (MPC), pela regularidade na prestação.

O julgamento do TCE-AM é um “parecer prévio” que será encaminhado amanhã (31/05) à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), do qual o colegiado é órgão auxiliar. Cabe aos deputados estaduais o julgamento final das contas do governador Omar Aziz. Relatório, voto e parecer serão disponibilizados na íntegra no site do tribunal, no link do Serviço de Informação ao Público (SIP), nesta quinta-feira, conforme nota publicada no começo da noite.

Segundo voto do conselheiro Julio Cabral, a administração estadual cumpriu, por exemplo, a execução dos Orçamentos Fiscal e de Seguridade Social, previstos no Plano Plurianual e Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO); o limite previsto na aplicação de recursos destinados ao Fundeb; e as transferências de recursos para os Municípios, além de ter encaminhado relatórios de execução orçamentária e de gestão fiscal ao TCE dentro do prazo estabelecido.

Durante a apreciação das contas, os conselheiros decidiram, por quatro votos a um, retirar as ressalvas sugeridas pelo conselheiro-relator Julio Cabral, seguindo, assim, o parecer do procurador Rui Marcelo, que elencou recomendações por conta das impropriedades identificadas na prestação de contas do governo.

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