13/SET 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Cheia supera 1953 e ruas alagadas do Centro recebem tratamento químico para evitar pragas e odor

Publicado em 14 de maio, 2012

A subida das águas do rio Negro, no Centro de Manaus, com transbordamento das galerias de esgoto, obrigou o Governo do Estado a jogar, hoje, nas ruas Barão de São Domingos e dos Barés, dez toneladas de óxido de cálcio (cal). É uma tentativa de neutralizar as pragas urbanas e o odor que começam a proliferar no local.

O cal está ajudando a combater o odor das águas represadas e com o esgoto das galerias do Centro. Fotos: Alfredo Fernandes/ Agecom/ Divulgação

Sábado as águas do Negro subiram 2 centímetros, domingo 3cm e nesta segunda outros 3cm, elevando o nível do rio para 29m72, 3cm a mais que na enchente de 1953 (29m69), a segunda maior de todos os tempos. Faltam apenas 5cm para chegar aos 29m77 recordes de 2009, o que dificilmente deixará de ocorrer ainda esta semana. Os engenheiros temem é que a enchente atinja a famosa “cota 30”, considerada medida de segurança das edificações construídas nas margens do rio Negro.

O secretário adjunto do Subcomando de ações de Defesa Civil do Estado (Subcomadec), Hermógenes Rabelo, disse que o cal nas ruas do Centro é uma medida que reforça o pacote de ações do Governo do Amazonas para minimizar os prejuízos provocados pela cheia. “Não podemos impedir o fenômeno natural, mas estamos nos esforçando para amenizar o sofrimento da população”, disse, destacando que o procedimento químico serviu para reduzir os impactos da cheia em 2009.

O tratamento químico, segundo ele, é realizado em parceria com a empresa Águas do Amazonas, a qual deverá fazer avaliação contínua da qualidade da água. “Esse acompanhamento vai definir a quantidade exata e periodicidade com que o cal será depositado na água parada”, reforçou.

Pessoas da Defesa Civil Estadual também ajuda com o desentupimento do esgoto

Além acabar com o mau cheiro e a proliferação de doenças, o tratamento com cal atende à expectativa de muitos comerciantes do entorno da Manaus moderna que querem atrair a clientela, que diminuiu depois da cheia.

O comerciante de lubrificantes automotores, com loja na rua dos Barés, Ricardo Chagas, 40, disse que as vendas caíram pelo menos 30%. “As pessoas têm evitado passar por aqui, principalmente pelo mau cheiro. Outro detalhe que afasta os clientes é o fato de a água suja atrair mosquitos e baratas”, reclamou.

Na rua Barão de São Domingos, segundo Cláudia Maia, dona de uma loja de doces, o problema com mau cheiro melhorou desde a instalação de duas bombas de fluxo reverso no local pelo Subcomadec. As máquinas fazem a constante renovação da água represada na rua. “O cheiro estava insuportável até para nós que estamos aqui trabalhando. Agora a movimentação está melhorando aos poucos”, disse.

Veja mais notícias em Destaques

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.