A indústria de motocicletas Harley-Davidson abriu hoje as portas para receber o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Alessandro Teixeira, em companhia do superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, apresentando o incrível crescimento que experimenta. A nova planta da empresa, em terreno de 20 mil metros quadrados, na avenida do Turismo, entrou em operação em março e ampliou em três vezes as 2 mil motos da famosa marca até então fabricadas no Polo Industrial de Manaus (PIM).

Thomaz Nogueira (camisa azul), o gerente Adelino Cardoso (centro) e o secretário executivo do Mdic, na Harley-Davidson
“Começamos a abrir concessionárias em abril do ano passado. Hoje já são 11, devendo chegar a 17 ainda este ano e 40 até 2015”, comemora Adelino Cardoso, gerente da planta da Harley em Manaus. Alessandro Teixeira havia visitado a fábrica em 2010 e ficou impressionado com a evolução do negócio nos últimos dois anos. “Da última vez que estive aqui eram pouco mais de 2 mil motos produzidas por ano, agora já triplicaram esse número e estão fazendo no Brasil modelos de todas as linhas da marca”, disse.
A fábrica produz 20 modelos, das linhas Sporster, Dyna, Softail, V-Rod e Touring e, graças aos benefícios da ZFM, a demanda do mercado brasileiro pela marca começa a ser atendido com maior rapidez. “Só no ano passado vendemos mais de 5 mil unidades no Brasil”, completou Adelino Cardoso.
O superintendente Thomaz Nogueira disse que a empresa deve se preparar para vender muito mais. “O potencial do mercado brasileiro para este segmento é grande. A Harley pode chegar a 10 mil motos produzidas no ano que vem, tranquilamente”, disse Nogueira.
O sucesso da empresa norte-americana em Manaus pode ser medido pelos modelos V-Rod. As motos desta linha são as únicas no mundo que conseguem superar, em vendas, os modelos fabricados nos EUA. “O Brasil já é, hoje, o quarto mercado mundial da Harley e deve superar o Canadá este ano, chegando em 2013 com o terceiro mercado da marca”, confirmou Cardoso. Ele adiantou que o sucesso da fábrica em Manaus deve levar a matriz a transformar a capital amazonense em base para exportações para a América Latina em breve.
Technos
Alessandro Teixeira e Thomaz Nogueira também ouviram boas notícias sobre a ZFM na indústria de relógios Technos. O diretor da empresa e ex-presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), Maurício Loureiro, destacou que o ano de 2011 foi muito positivo para a indústria de relógios. “Definitivamente, o produto deixou de ser um acessório para ver hora e se transformou em peça de moda”, explicou.
A Technos, maior empresa do segmento no PIM, produz mais de 3,5 milhões de unidades de relógios por ano, para marcas próprias, como Technos e Euro, e para outras marcas, como Seiko, Mormaii e, a partir de junho, a Timex. “Este segmento sofre grande concorrência chinesa e, ainda assim, tem mostrado bom desempenho. A Zona Franca consegue dar fôlego para a indústria nacional brigar com a concorrência importada”, observou Alessandro Teixeira.
Maurício Loureiro adiantou que a Techos S.A, que completa um ano com capital aberto em 2 de julho, já está buscando novos parceiros para ampliar os investimentos no PIM, incluindo a possibilidade de atuar em outros segmentos industriais.
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