A diretoria afastada do Sindicato dos Rodoviários, presidida por Josildo Oliveira, comandou hoje a paralisação dos ônibus convencionais em Manaus. Mototaxistas chegaram a cobrar R$ 20 por uma corrida da Zona Leste ao Centro, enquanto os executivos majoraram a passagem, por conta própria e à revelia da cooperativa da categoria, de R$ 4,20 para R$ 5. O cálculo do Manaustrans é que 500 mil ficaram sem ônibus para chegar ao trabalho. O trânsito engarrafou em toda a cidade.

Givanci Oliveira, às 5h, chamando os motoristas para a paralisação, na garagem da Vitória-Régia, no São José. Fotos: Pedro Braga/ Free Lancer
Sem uma pauta oficial, tudo indica que a paralisação se deu por conta de decisão da Justiça, dia 03/04, mantendo a Junta Governativa, comandada por Francisco Bezerra, e cancelando a eleição marcada para o dia 16/04. “Há prazos legais e eles não foram cumpridos. Devo remarcar a eleição para o dia 14 de junho, em primeira chamada, ou 26 de julho, em última chamada”, disse Bezerra.
O irmão de Josildo Oliveira e do vereador Jaildo dos Rodoviários, Givanci Oliveira, foi visto às 5h na garagem da empresa Vitória-Régia, na Bola do São José, e, pouco mais tarde, na garagem da Eucatur/ Cascavel, no Canaranas, Cidade Nova, mobilizando os grevistas (fotos).
O diretor do Manaustrans, tenente-coronel PM Walter Cruz, fez um balanço da situação em toda a cidade, por volta das 8h30:
Clique aqui e ouça o balanço feito por Walter Cruz.
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