O 6º Congresso de Infraestrutura de Transportes (Coninfra), realizado em São Paulo, de 2 a 4 de abril, trouxe a informação de que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) realizará nos próximos dias a licitação para manutenção da BR-174, entre Manaus (AM) e Pacaraima (RR). O novo diretor do DNIT, general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, disse que a licitação será feita por lotes, sob reponsabilidade do DNIT/AM-RR, em caráter regional.
Fraxe revelou que encontrou o DNIT em completa falta de gestão administrativa, com obras de manutenção e conservação de rodovias federais para serem entregues em quatro meses, em todo o Brasil, sem que houvesse condições para isso. “Os projetos estavam todos parados e tiveram que ser relicitados com prazos reais”, revela o engenheiro Luiz Eduardo Oliveira de Araújo, que participou do Coninfra.
O asfaltamento da BR-319 (Manaus-Porto Velho) terá obras espalhadas pelos próximos três anos. O DNIT, segundo foi dito nas palestras realizadas pelo diretor e funcionários do terceiro escalão do órgão, não tem investimentos previstos para a BR-316, que liga Boca do Acre (AM) a Rio Branco (AC) e daí a Assis Brasil (AC), na tríplice fronteira Brasil-Peru-Bolívia.
Os rios da Amazônia continuarão a ser ignorados neste ano. O maior investimento, segundo o engenheiro Luiz Eduardo Oliveira de Araújo apurou no Coninfra, é a Tietê-Paraná, em São Paulo, que terá aporte de R$ 800 milhões. O rio Tietê, morto em grande parte, terá eclusas gigantescas e monitoramento por câmeras e computadores em todo o seu trecho paulista.
“A conclusão é que MG, SP, RS, PR têm as melhores estradas porque têm projetos e buscam junto à academia a melhor forma de mantê-las ou implanta-las. Nossas ruas e estradas são do século passado em termos de utilização de asfalto com vida mais longa e de maior suporte de carga. Não temos projetos para portos ou hidrovias. Nossa competitividade e crescimento industrial são totalmente artificiais”, afirma Eduardo.
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