Treze linhas de ônibus da empresa Vega Transportes foram paralisadas por cerca de 200 funcionários, no começo da manhã desta quarta-feira. Somente por volta das 13h, numa reunião entre funcionários e diretoria, foi feito um acordo para trabalho normal na quinta-feira. A greve foi comandada por Givanci Oliveira, irmão do presidente afastado do Sindicato dos Rodoviários, Josildo Oliveira. É o primeiro sinal do desenrolar da disputa pelo comando da categoria, que escolherá nova diretoria no dia 16 de abril.
Josildo e sua família, onde se inclui o vereador Jaildo dos Rodoviários (PRP), contesta a decisão judicial que o afastou da presidência e nomeou uma junta interventora, sob o comando de Francisco Bezerra. Ouvido durante a greve, Bezerra repudiou o movimento e apontou os irmãos Oliveira como responsáveis por tumultuar a categoria no meio de uma negociação com os empresários. A alegação para a paralisação foi “melhores condições de trabalho”.
Cerca de 20 mil moradores de bairro importantes da cidade, como Parque 10, São Francisco, Japiim e Petrópolis, serviram de bucha de canhão para a guerra entre os rodoviários. Pegos de surpresa, no começo da manhã, usuários das linhas 001, 007, 009, 601, 608, 609, 611, 612, 613, 614, 623, 407 e 409 se amontoaram nas paradas à espera do coletivo, que não chegou.
A Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), cujo presidente, Marcos Cavalcante, pediu licença para se defender de acusações de receber propina de empresários do transporte executivo, está acéfala. O presidente interino, Ivson Coelho e Silva, não apareceu nem no meio da greve. O cargo deve ser ocupado por um delegado da Polícia Federal, que só depende da liberação da diretoria geral da instituição para a posse.
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