O filme iraniano “A Separação”, do diretor Asghar Farhadi, que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, é o mesmo vencedor do prêmio de Melhor Filme da Mostra Competitiva Internacional de Longa Metragem da 8ª edição do Amazonas Film Festival, ano passado. Ele concorreu com os longas-metragens “Bullhead”, da Bélgica; “Monsieur Lazhar”, do Canadá; “Footnote”, de Israel; e “In Darkness”, da Polônia.

O diretor iraniano Asghar Farhadi, premiado em Manaus, no momento em que agradecia pela estatueta do Oscar
A obra conta a decadência de um casamento. O cenário se abre em um tribunal, em que casal de classe média formado pela médica Simin (Leila Hatami) e o bancário Nader (Peyman Moadi) discute a dissolução do matrimônio. A partir daí, desenrola-se trama que envolverá a guarda da filha Termeh (Sarina Farhadi), de 11 anos, a saúde do avô (Ali-Asghar Shalbazi), que possui Alzheimer, e da empregada Razieh (Sareh Bayat), que acusa Nader por uma aborto, dando contornos dramáticos a “A Separação”.
O longa ganhou também o Urso de Ouro do Festival de Berlin 2011 para Asghar Farhadi e seus protagonistas, Leila Hatami e Peyman Moadi, receberam o Urso de Prata como Melhor Ator e Melhor Atriz.
Em janeiro deste ano, o longa também conquistou o prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira do Globo de Ouro. Enfrentou o espanhol “A Pele que Habito”, de Pedro Almodóvar, “Jing Ling Shi San Chai” (China), “In The Land of Bloodand Honey” (EUA) e “O Garoto da Bicicleta” (Bélgica).
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