Elissandro Oliveira da Silva, 24, confessou, em depoimento na delegacia, que assassinou com três tiros o Secretário de Esporte do município de Tapauá (a 448 quilômetros de Manaus), Paulo Jorge Vitorino da Mota, 37, para roubá-lo, já que foi informado de que a vítima guardava uma grande quantia de dinheiro em casa. A polícia ouviu hoje a esposa da vítima e pediu que ela abrisse o cofre da família, o que confirmou a existência de enorme quantia de dinheiro guardada pelo casal. Ela teria dito que, com várias lojas na cidade, a vítima guardava em torno de R$ 50 mil, diariamente.
O secretário foi morto no último dia 17, por volta das 21h. Elissando foi preso por policiais civis da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) ontem (19.01), por volta das 16h, com Edivaldo Gomes da Silva, 38, suspeito de participar do crime.
Os acusados foram trazidos para Manaus porque a população de Tapauá estava revoltada e ameaçava linchá-los. Elissandro foi flagranteado por corrupção ativa e indiciado por latrocínio. Edivaldo foi indiciado por partícipe no latrocínio.
De acordo com informações do delegado da DRCO, Fábio Silva, a vítima estava chegando em sua casa de motocicleta, localizada na Rua 8, bairro Açaí, quando um homem encapuzado o abordou e o alvejou com três tiros. A vítima foi levada ao Hospital Ana Tereza Ponciano, mas, não resistiu aos ferimentos.
Uma equipe de investigadores da DRCO, com o delegado Fábio Silva, foram até o município de Tapauá e iniciaram os trabalhos de levantamento de informações com o apoio de policiais do 60º Distrito Policial de Tapauá, e através de provas encontradas no local do crime. A balaclava usada por Elissandro, a arma utilizada no crime, um revólver calibre 38, foram encontrados em um matagal, próximo a residência da vítima, e também foi encontrada a camisa que Elissandro usou, no dia do crime, abandonada na rota de fuga.
De posse desses dados e de depoimento de testemunhas, o acusado foi identificado e localizado ontem (19), por volta das 16h. Ele foi abordado em via pública, no Centro da cidade. No momento que estava sendo conduzido à delegacia, ofereceu R$ 10 mil, para ser liberado, sendo flagranteado por corrupção ativa (Artigo 333, do Código Penal Brasileiro).
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