“Um apagão atingiu toda a cidade de Manaus ontem à noite (6 de janeiro) por quase duas horas. 1 milhão e 800 mil pessoas ficaram sem luz. Segundo a concessionária de energia, o sistema elétrico foi atingido por um raio durante um temporal. Em alguns bairros o fornecimento restabelecido quase quatro horas depois. O blecaute também atingiu os municípios de Iranduba e Presidente Figueiredo”, assim foi noticiado no Jornal Nacional de sábado o episódio do Apagão que nos atingiu na sexta-feira passada.
Com apagão vieram outros problemas: sem internet, sem celulares, sem semáforos, pânico e tudo isso durante um fortíssimo temporal. Esse foi o segundo apagão que Manaus sofreu em menos de dois meses.
A Amazonas Energia possui um orçamento de R$ 5 bilhões ao ano e justifica o valor devido o Amazonas estar numa zona de sistema isolado, ou seja, não é abastecido pelo sistema nacional de transmissão. Em outras palavras, toda energia produzida no Estado vem daqui mesmo, seja das inúmeras termelétricas espalhadas por Manaus e outros municípios, seja pela hidrelétrica de Balbina.
A empresa comunicou que o problema aconteceu devido a um raio que atingiu o sistema elétrico. Isso mostra a fragilidade do nosso sistema quando um raio acaba com o abastecimento de quase 2 milhões de pessoas, e com um orçamento desses, é inadmissível. Quando atrasamos a conta, temos multa, juros e nos tornamos passíveis de corte do serviço. E qual a punição para a Amazonas Energia por conta dessas paralisações?
Os apagões continuam. Não vemos São Paulo e Rio de Janeiro, Estados com um dos maiores índices de incidência de raios no mundo, nos jornais do país enfrentando crises energéticas. Vemos é que o problema de Manaus e do interior está na distribuição da energia e não na geração, tampouco vemos transparência com o consumidor nas “medidas mitigadoras” que estão sendo tomadas para não continuarmos assim.
Continuarei minha luta com mais força pela transparência da aplicação desse orçamento bilionário e o fim dos apagões.
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* Pauderney Avelino é deputado federal (DEM-AM).