07/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Quatro promotores de Justiça estão sendo processados no Amazonas

Publicado em 31 de dezembro, 2011

Quatro promotores de Justiça do Amazonas estão na mira da Lei, sob acusações diversas, podendo perder os cargos e até mesmo ir para a prisão. “Se nós apresentamos denúncia contra pessoas comuns, a nossa obrigação é fazer o máximo para que a Justiça também julgue os integrantes da casa que sejam acusados de crimes”, disse o procurador-geral de Justiça, Francisco Cruz, em entrevista à rádio CBN Manaus.

O blog apurou que o promotor Walber Nascimento está afastado do cargo, sob acusação de corrupção passiva, sob acusação de ter recebido um carro New Beatle do acusado de tráfico conhecido como “Flavinho da 14”. Ele já foi condenado à perda do cargo e pena de quatro anos de prisão, revertida em prestação de serviços comunitários, pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em processo que tem como relatora a ministra Laurita Vaz e deve ser julgado na volta do recesso do Judiciário, no início de 2012.

Cândido Honório, acusado de favorecer o grupo Martins Martiniano e incurso em advocacia administrativa, foi condenado a sete meses de detenção, em processo relatado pelo desembargador Rafael Romano, que pediu a pena, acolhido por unanimidade pelo TJAM. Ele também prometeu apelar e ainda está no prazo para interpor o recurso. Em outra ação, de natureza cível, o Ministério Público Estadual (MPE) pede a perda do cargo.

David Carramanho, acusado de tentativa de extorsão contra o prefeito Arnaldo Mitouso, quando era promotor no Município de Coari, teve a denúncia recebida pelo TJAM e o desembargador Wilson Barroso nomeado relator. Se for condenado pode cumprir pena de oito anos de prisão. A ação cível, na qual o MPE pede a destituição do cargo, o relator é o desembargador Jorge Lins.

A promotora Rogeane Oliveira, acusada de falsificar documentos para aumentar a margem de consignação num empréstimo pessoal, junto à Caixa Econômica Federal, responde a ação cível para perda do cargo, em processo cujo relator é o desembargador Yedo Simões, e a processo criminal, com relato de Wilson Barroso.

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