O pianista grego Panos Karan chegou hoje a Manaus, para duas apresentações, depois de uma aventura pelos rios amazônicos, quando viajou pelo Equador e Peru, até chegar ao Brasil. Levando apenas dois assistentes e um sistema de comunicação precário, o pianista busca lugares remotos para se apresentar com o projeto “Bach in the Amazon”. Para manter contato com o artista, os anfitriões da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) tiveram que fazer contato com a mãe dele, na Grécia, e depender do retorno desta diretamente à Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo.
Panos Karam se apresenta amanhã, às 9h30, na Casa Vhida (rua Pedro Álvares Cabral, 396, Dom Pedro) e às 15h, no Clube do Trabalhador do Sesi (Alameda Cosme Ferreira, 7.399, São José).
Dono de consagrado repertório, com obras de grandes mestres como Beethoven, Bach, Chopin e Rachmaninov, o pianista nasceu na ilha de Creta, na Grécia, começou a educação musical no Conservatório Nacional de Atenas e concluiu os estudos na Royal Academy of Music, de Londres, onde estreou, aos 19 anos.
Desde o primeiro álbum, gravado em dezembro de 2009, com o Concerto nº 3 para Piano de Rachmaninov, junto com a Orion Symphony Orchestra, ele tem se apresentado nos teatros mais conceituados do mundo. No dia 18 de outubro, antes de embarcar para a aventura nos rios amazônicos, ele se apresentou no Carnegie Hall, de Nova York. Seus concertos no Konzerthaus, de Viena, e no Hermitage Theatre de San Petersburgo, foram quase tão marcantes quanto os vários prêmios em concursos de piano internacionais.
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Hoje, aos 29 anos, Panos Karan vem se notabilizando pelo trabalho junto à organização Keys of Change, fundada por ele em setembro do ano passado com o propósito de introduzir o ensino da música clássica em comunidades de difícil acesso. Ele iniciou esse trabalho em março deste ano com o projeto “Bach in the Amazon”, definido pelo artista como “uma viagem musical pelo rio Amazonas apresentando recitais de piano em alguns dos lugares mais isolados do planeta”.
Outro projeto que o artista está tocando é o “Chopin in Coca”, um programa de educação para crianças de Coca, no Equador, que inclui aulas contínuas ministradas por voluntários. De Coca o projeto seguiu para Iquitos e, de lá, para localidades do Peru, onde recebeu apoio do Instituto Cultural Peruano Britânico.
A partir da ideia de que “a música pode ajudar a fazer deste mundo um lugar melhor”, a organização Keys of Change, sem fins lucrativos, vem atraindo pessoas de diferentes procedências e formações. Em entrevista ao jornal peruano El Comercio, Karan conta que a Amazônia seria o melhor lugar para iniciar o projeto por ser um lugar simbólico, “o coração do mundo”. As apresentações em Manaus são gratuitas.
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