As diversas correntes de filiados ao Partido dos Trabalhadores do Amazonas (PT-AM) estão divididas entre apoiar a candidatura à reeleição do prefeito Amazonino Mendes ou disputar o pleito do ano que vem com a candidatura própria, do deputado federal Francisco Praciano. A disputa se tornou tão acirrada que hoje, à noite, está desembarcando em Manaus o secretário Nacional de Mobilização da sigla, Jorge Coelho, para abrir oficialmente as discussões em torno da escolha.
Semana passada, o secretário-geral da Executiva Nacional do PT, Elói Pietá, esteve na cidade, mas não conseguiu levar para a mesa de discussões o grupo ligado ao presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, do diretório municipal do PT e representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Estado, Valdemir Santana.
Agora, Jorge Coelho vem investido de missão oficial da Executiva Nacional para iniciar o diálogo. A reunião dele com as diversas correntes, que promete um clima quente, será realizada amanhã, à noite, na sede do diretório do PT, na avenida Constantino Nery, ao lado do Terminal 1 do transporte coletivo.
A faceta mais flagrante das contradições internas do PT está justamente na administração Amazonino Mendes. O partido ocupa as secretarias municipais de Habitação, com o secretário estadual de Formação do Amazonas, Valtair Cruz, e do Trabalho e Desenvolvimento Social (Semtrad), com o militante histórico Vital Melo, mas, ao mesmo tempo, o vereador Waldemir José, o deputado estadual José Ricardo Wendling e o deputado federal Praciano fazem oposição acirrada à administração municipal.
“Esses cargos municipais foram exigência dos movimentos sociais, sob o comando da CUT, do Valdemir Santana”, disse um militante do PT. Eles são, porém, a cunha que o prefeito Amazonino Mendes pretende usar para buscar o apoio petista na campanha da reeleição.
O PT, com a maior bancada na Câmara Federal, detém o maior espaço na propaganda eleitoral gratuita, no rádio e na TV, sem contar a inestimável possibilidade de adicionar o prestígio do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff à campanha ou, pelo menos, impedi-los juridicamente de apoiar um adversário, dos quais o mais provável é o ex-governador e atual senador Eduardo Braga.
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