O Defeso de peixes amazônicos, determinado pela portaria nº 48 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para o período de 15 de novembro a 15 de março, foi estendido este ano para espécies menos populares. A fiscalização terá o reforço da campanha “Pescador, Fique Legal”, do Governo do Estado, lançada oficialmente hoje. Pirapitinga, mapará, sardinha, pacu, aruanã e matrinxã não podem ser pescados nesse período, sob pena de o pescador ter o peixe apreendido e receber multa que varia entre R$ 150 e R$ 30 mil.

Fiscais do Ipaam e homens do Exército Brasileira (esquerda) participarão da fiscalização. (Fotos: Alfredo Fernandes/ divulgação/ Agecom
O engenheiro de pesca e analista ambiental do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) Gelson Batista lembra que o Defeso é importante para não desequilibrar o período de reprodução das espécies. “Esses peixes estão na época de reprodução. Se a caça deles não for proibida, o risco de faltar no ano que vem é muito grande, ou seja, é preciso evitar o consumo para maior abundância ano que vem”.
Além do Ipaam, a mobilização conta com o apoio da Prefeitura de Manaus, Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Batalhão de Policiamento Ambiental e das representações dos feirantes e pescadores. De todas as espécies, a mais popular é a matrinxã, que divide com o tambaqui a preferência do consumidor manauara.
Interior
O lançamento da campanha “Pescador, Fique Legal” aconteceu na feira da Pan-Air, onde houve a distribuição de cartazes e folders contendo informações necessárias para que a atividade seja exercida de forma legal pelos pescadores. A partir deste sábado, 12/11, a campanha será estendida para o interior do Estado. “Até a próxima segunda-feira, todos os 62 municípios estarão cientes dos peixes que não podem ser capturados”, assegurou o representante do MPA no Amazonas, José Raposo Diógenes.
O representante do MPA garantiu que a fiscalização dos órgãos competentes será reforçada. “Montamos um esquema de fiscalização onde todas as esferas estadual, municipal e federal fecham o cerco de entrada e saída de peixe em todo Estado”, destacou.
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