14/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Parlamentares do PT ingressam com nova Ação Popular contra nova tarifa de ônibus

Publicado em 07 de novembro, 2011

Os parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) prometem ingressar, nesta terça-feira (08/11), com nova Ação Popular contra o reajuste da tarifa de ônibus de R$ 2,25 para R$ 2,75, preço atualmente em vigor. O deputado federal Francisco Praciano, o deputado estadual José Ricardo Wendling e o vereador Waldemir José anunciam que estarão no Fórum Enoch Reis às 10h, para protocolar a peça.

Curioso é que o PT participa da administração do prefeito Amazonino Mendes, tendo nomeado o secretário municipal de Trabalho e Desenvolvimento Social, Vital Melo, militante do partido.

Dia 20 de outubro, o desembargador Domingos Chalub autorizou o reajuste da tarifa, depois de receber um calhamaço de Notas Fiscais que atestariam a renovação da frota de ônibus, em recurso apresentado pelo Sindicato das Empresas de Transportes do Amazonas (Sinetram). Na ocasião, Chalub desafio quem conseguisse provar que não houve a renovação nos termos pactuados entre empresas e Prefeitura, prometendo que, se alguém obtivesse tal prova, voltaria atrás.

O reajuste foi oficializado pelo Decreto Municipal nº 1.283, de 7 de outubro de 2011, colocando o preço da tarifa de ônibus em Manaus entre as mais caras do Brasil. Os parlamentares petistas questionam o fato de a Prefeitura ingressar na Justiça contra a população para manter o reajuste em R$ 2,75. “O atual prefeito quer reajustar pela segunda vez o preço da passagem de ônibus. Além disso, quer acabar com a domingueira (tarifa social aos domingos e feriados) e está tentando inviabilizar a modalidade de transporte executivo, ao autorizar o reajuste dessa passagem para R$ 5,50”, disse o José Ricardo.

 

Detran-AM

Em outra frente, o deputado estadual encaminhou ofício para que o Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran/AM) apresente relação dos ônibus recém-chegados, com análise dos chassis, dizendo se são ou não novos. “Há indícios de que parte desses coletivos foi apenas maquiada para parecer novo. Estamos falando de renúncia fiscal. É dinheiro do povo colocado nas mãos dos empresários do transporte coletivo”, afirmou José Ricardo, referindo-se aos R$ 79 milhões de isenção fiscal do ICMS sobre o combustível das empresas de ônibus, nos anos de 2008 a 2010.

Por meio de Indicação, instrumento parlamentar para apresentar sugestões ao Executivo, o deputado pediu que o Governo do Estado exija transparência dos dados da planilha, manutenção da tarifa social aos domingos e aos feriados e de ao menos 90% da integração temporal no sistema, além da renovação da frota.

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