Manaus não está definitivamente descartada como sede de jogos da Copa das Confederações. A possibilidade de que não fiquem prontos os estádios previamente escolhidos para sediar a competição preparatória da Copa do Mundo, que ocorrerá em 2013, no Brasil, colocou a capital amazonense como “primeira reserva” da Federação Internacional de Futebol (Fifa). “Só precisamos de garantias para acelerar o cronograma e aprontar a Arena da Amazônia em dezembro de 2012”, disse o coordenador da Unidade Gestora do Projeto Copa do Estado do Amazonas (UGP Copa), Miguel Capobiango. A obra está dentro do cronograma prévio, por enquanto, com conclusão marcada para junho de 2013.
“Tudo vai depender da celeridade com que as obras da Arena sejam realizadas, nos próximos meses. Se alguns problemas de recursos forem resolvidos, o estádio estará concluído até o final do ano que vem”, disse uma fonte, ouvida pelo blog. Miguel Capobiango confirma, mas apenas em parte. “Acelerar a obra significa aumento de custos, com turno extra e ônus maior. Para fazer isso, temos que ter garantias da Fifa”, disse o coordenador.

Para acelerar em seis meses a inauguração e receber os jogos da Copa da Confederação, o trabalho na Arena da Amazônia teria que virar 24 horas
Outro problema que está surgindo é logístico, uma vez que a conclusão da reforma no aeroporto Eduardo Gomes está marcada apenas para dezembro de 2013 e não há qualquer perspectiva de um porto com capacidade para receber, entre outras embarcações, os grandes navios-hotéis, tradicionais em competições desse tipo.
As dificuldades enfrentadas pelo Maracanã e pelo Mineirão, entre outros estádios, são as maiores esperanças do Amazonas. A Arena da Amazônia está mais adiantada que todos os demais estádios do Brasil. A liberação da parte dos recursos financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por outro lado, também ajudaria na aceleração das obras. O governador Omar Aziz chegou a se queixar que, até agora, somente o Estado entrou com dinheiro.
Vermelho e azul
A paginação das cadeiras da Arena da Amazônia, que será definida a partir das cores dos assentos, está pendente. O azul e vermelho da administração Eduardo Braga, que está sendo mudado na gestão Omar Aziz, enfrenta resistências, embora seja a melhor saída para não descontentar os torcedores de Caprichoso e Garantido. O verde da Floresta Amazônica, como cor única, tem a objeção dos arquitetos alemães, que conceberam a obra. A decisão ficou pendente, mas terá que ser tomada nas próximas semanas porque os assentos serão fabricados fora de Manaus.
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