A segurança de espectadores da Copa do Mundo de 2014, em Manaus, está sendo inspecionada pelo Governo Federal. Representantes da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), do Ministério da Justiça, estiveram hoje com o secretário estadual de Segurança, coronel Paulo Vital, e vão elaborar diagnóstico sobre a estrutura do Estado e demais órgãos amazonenses durante a competição. A Sesge fará relatório da visita, proporá mudanças e cobrará ações do Governo do Amazonas.

Secretário estadual de Segurança, coronel Vital, fala ao grupo do Governo Federal sobre a prevenção amazonense para a Copa
Os representantes, que estão em Manaus há dois dias, conheceram a minuta do plano estadual de segurança para o mundial. “O plano está sendo elaborado e estamos tendo o cuidado com todos os detalhes técnicos para que todas as áreas sejam atendidas de acordo com a nossa realidade regional”, disse Paulo Vital.
Ontem, os representantes da Sesge conheceram a estrutura do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), que recebe cerca de 360 mil ligações, por mês. O grupo conheceu como é feito o atendimento e despacho de viaturas para as ocorrências em Manaus e também o monitoramento das mais de 200 câmeras de segurança instaladas nas quatro zonas da cidade. Do total, 70 estão instaladas na zona sul, 71 na zona Norte, 37 na zona leste e 54 estão na zona Oeste.
O coronel Raimundo Oliveira Filho, diretor do Ciops, disse que o governo do Estado já iniciou a reestruturação e reforma do local, que irá dar mais rapidez no atendimento e reforçar a prevenção de crimes através da vigilância eletrônica. “Desde 2006, quando as câmeras foram instaladas, houve uma redução de crimes nos locais porque elas ajudam o sistema na prevenção. E para a Copa do Mundo esse sistema será ainda mais aprimorado”, ressaltou.
O coordenador nacional de Operações da Sesge, delegado federal Álvaro Farjado, disse que o Ciops possui grandes vantagens em relação aos demais Estados brasileiros, por integrar os três principais órgãos de segurança pública em um só local, como as Polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros. “O trabalho integrado é fundamental para que a gente possa apresentar resultados mais rápidos. O principal legado em segurança que o governo federal quer deixar na Copa é que os órgãos quebrem as barreiras de relacionamento em todas as esferas dos governos Federal, Estadual e Municipal”, disse.
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