A ponte Rio Negro vai ficar aberta 24 horas por dia. Os primeiros, do dia 24, serão totalmente dedicados à inauguração. Só às 5h do dia seguinte, 25/10, o tráfego estará liberado, mas bicicletas e mototáxis estão proibidos de circular. As decisões foram anunciadas hoje pelo Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM).
A proibição às bicicletas se dá em razão do fluxo intenso de veículos e da alta velocidade na via, explica segundo a diretora do Detran-AM, Mônica Melo. “Não há ciclofaixas ou ciclovias que comportem esse tipo de locomoção com segurança”, frisou. A proibição a táxi-lotação e mototáxi, segunda ela, é do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Os pedestres poderão andar na ponte em área reservada para esse fim, nas partes laterais.
A velocidade máxima na ponte será de 60 quilômetros por hora. Uma estrutura permanente de fiscalização, com dez câmeras, vai monitorar o tráfego e averiguar placa dos automóveis. Haverá ainda redutores móveis de velocidade e um guincho para a remoção de veículos, além da presença permanente de dez agentes de transito do Detran-AM e da Companhia de Trânsito da PM (Ciatran). A estrutura ficará no Centro de Controle de Operações, uma base montada na cabeceira da ponte, em Manaus, reunindo vários órgãos do Governo Estadual.
A parada de automóveis ao longo da ponte também está proibida. Em caso de pane, o motorista deverá utilizar o triângulo (obrigatório) e indicar que o veículo está parado, até a sua retirada. Não será permitido estacionar nas vias de acesso à ponte, tanto em Manaus quanto em Iranduba, no limite de 500 metros até a cabeceira.
No Centro de Controle, a Defesa Civil Estadual está montando uma estação meteorológica para fazer o monitoramento das condições do tempo, para maior segurança no tráfego de veículos e pedestres na ponte. Em caso de tempestades com ventos acima de 60 quilômetros, por medida de segurança, haverá a interrupção do trânsito de veículos e de pedestres. A ponte, porém, foi projetada para suportar ventos com velocidades de até 140 quilômetros por hora.
Acessos viários
A Avenida Brasil, na Compensa, ganha uma nova passagem para os veículos que saem da avenida Coronel Cyrillo Neves (antiga Estrada da Estanave), que desemboca na cabeceira da ponte Rio Negro. Há intervenções também no entroncamento com a avenida Coronel Teixeira (estrada da Ponta Negra). Tudo está sendo finalizado pela Secretaria da Região Metropolitana de Manaus (SRMM).
“Em determinados horários de pico, principalmente nesse início da abertura da ponte, quando o fluxo de veículos deve ser grande por conta da vontade das pessoas de conhecer e atravessar pela ponte, haverá retenções. Mas todo o entorno foi preparado e está sendo bem sinalizado, de forma a garantir a total segurança e fluidez da via”, adiantou Mônica Melo.
Transporte Coletivo
O Governo do Amazonas conclui, neste final de semana, a construção do terminal de embarque e desembarque de passageiros que virão para Manaus no transporte urbano de Iranduba, após a inauguração da ponte Rio Negro. O terminal funcionará na rua do Bombeamento, na Compensa 2. A rua é uma das vias de acesso à avenida Coronel Cyrillo Neves, na cabeceira da ponte Rio Negro.
Na mesma rua funciona o terminal dos ônibus do bairro da Compensa. “A escolha foi feita no sentido de facilitar o embarque e desembarque para a população”, frisou o presidente da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Amazonas (Arsam), Fábio Alho.
Do terminal da Compensa saem nove linhas de ônibus para diversas zonas de Manaus, com entrada nos terminais de integração da Avenida Constantino Nery (T1) e da Cachoeirinha (T2). Ao todo, as linhas possuem 76 ônibus, segundo informações da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU).
São as linhas 121 (Vila Marinho – Centro), 119 (Compensa – Centro), 013 (Compensa – Ceasa), 115 (Avenida Brasil – Cachoeirinha), 116 (Compensa – Praça da Saudade), 118 (Santo Agostinho – T2), 128 (Santo Agostinho – Alvorada), 129 (Santo Agostinho – Educandos) e 127 (Santo Agostinho – Avenida Brasil – Centro).
Em Iranduba, o transporte urbano é feito por duas empresas privadas que operam com um total de 20 ônibus. Eles percorrem trechos urbanos e rurais do município e cobram uma tarifa de R$ 3,50. A rota das linhas dentro do município não será alterada. A única mudança será a expansão do itinerário até a cabeceira da ponte, em Manaus. Em Manaus, a tarifa cobrada pelo sistema de transporte urbano permanece em R$ 2,25.
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