10/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Omar promete ordem de serviço do monotrilho para a próxima semana

Publicado em 28 de setembro, 2011

A ordem de serviço para a construção do monotrilho de Manaus será assinada na próxima semana, permitindo que a empresa vencedora da licitação inicie o projeto executivo e o delineamento do canteiro da obra. O anúncio foi feito pelo governador Omar Aziz, hoje, durante a abertura do Seminário ‘Copa 2014: Legado e Sustentabilidade’, no hotel Caesar Business, na avenida Darcy Vargas. Omar aproveitou para cobrar mais celeridade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa Econômica Federal (Caixa) na liberação de recursos para obras da Copa em Manaus.

Governador estava cheio de otimismo no encontro que discutiu a Copa em Manaus

O Governo do Estado também pretende lançar, nos próximos dias, a licitação para o projeto de continuação da Avenida Governador José Lindoso, a Avenida das Torres, que está incluída no Programação de Aceleração do Crescimento (PAC 2), e a licitação do Memorial Encontro das Águas, que vai abrigar o Fan Park da Copa em Manaus.

“A presidente Dilma Rousseff reafirmou o compromisso de ajudar na construção de novas vias para escoar o trânsito na cidade de Manaus. Hoje se discute mobilidade para a Copa falando apenas em transporte de massa. Mas as pessoas que andam em seus carros particulares também querem fluxo rápido. Por isso, esse legado também é importante”, frisou Omar Aziz que, na manhã desta quarta-feira, participou de eventos com a presença de Dilma Rousseff em Manaus.

Para o governador, o maior “legado social” que a Copa vai deixar são os projetos que garantam melhoria na qualidade de vida para a população amazônica. “O que é positivo são as obras que vão ficar. O legado que todos nós esperamos que aconteça é melhorar as áreas de segurança, saúde, transporte de massa, rede hoteleira, aeroporto, porto e novas vias para mobilidade urbana. São vários pontos que nós temos que lutar para que aconteça agora por causa da disponibilidade de financiamento”, frisou Omar Aziz.

No entanto, para que as obras aconteçam dentro dos prazos é preciso maior celeridade no processo de liberação de recursos, afirmou o governador. Ele ressaltou que a maioria dos recursos aplicados até agora na Arena da Amazônia, cujas obras iniciaram no ano passado, é oriunda dos cofres do Estado, embora  o Governo do Amazonas tenha assinado contrato com o BNDES em dezembro do ano passado.

Omar Aziz frisou, ainda, que para realizar as obras da Copa os governos estaduais das 12 cidades que vão sediar o evento deverão aplicar recursos próprios e de empréstimos realizados com os bancos. “Não tem recurso a fundo perdido nessas obras”, disse ao destacar que os Estados têm responsabilidades a serem cumpridas e que precisam de maior celeridade dos agentes financeiros.

Para as obras da Copa em Manaus, o Governo do Estado contratou R$ 400 milhões com o BNDES, para a construção da Arena da Amazônia, e aprovou outros R$ 600 milhões com a Caixa para a obra do monotrilho, para o qual o Estado também está  negociando com o Governo Federal a liberação de mais R$ 800 milhões.

 

Legado ambiental

Um dos projetos mais avançados no cumprimento das metas de sustentabilidade em edificações com vistas à Copa 2014, a futura Arena da Amazônia contempla desde o início uma série de normas que visam à minimização dos impactos ambientais de obras, destacou o coordenador da Unidade Gestora da Copa (UGP) do Amazonas Miguel Capobiango, no seminário “Copa 2014: Legado e Sustentabilidade”.

O seminário, promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Ministério dos Esportes, em parceria com o Governo do Amazonas e a Prefeitura de Manaus, busca compartilhar experiências sobre o legado social e iniciativas de sustentabilidade de execução de grandes eventos esportivos. Participam do encontro, que encerra-se nesta quarta-feira, especialistas da Coréia, Alemanha, África do Sul, Inglaterra e Espanha.

 

Chaves para o sucesso

O caminho para a realização de um megaevento esportivo como uma Copa do Mundo ou uma Olímpíada é um só, uma combinação de planejamento, investimentos em infraestrutura e novas tecnologias, segundo  especialistas de países que executaram grandes projetos nessa área.

Brett Herron, conselheiro da Cidade do Cabo, onde foram realizadas oito partidas da Copa do Mundo de 2010,na África do Sul, disse que a execução do projeto exigiu um esforço coletivo de todos os setores da sociedade para reverter alguns aspectos negativos da cidade, como a falta de comprometimento com a preservação de áreas verdes e a mobilidade urbana.

Os resultados, porém, segundo Herron, mostraram que os investimentos valeram a pena. A Cidade do Cabo conseguiu reduzir 14 toneladas da emissão de carbono, 20% de resíduos sólidos. A economia de água veio com a irrigação sustentável do estádio com água portável. Uma média de 480 milhões de litros de água/ano, vinda das montanhas foram utilizadas para suprir as necessidades do estádio, detalhou.

Considerada uma das mais bem organizadas Copas do Mundo dos últimos tempos, a Coréia do Sul, que compartilhou com o Japão a realização do Mundial de 2002, na qual o Brasil sagrou-se pentacampeão, teve como lema a execução de um planejamento rigoroso, no qual técnicos e autoridades começaram a definir e executar projetos com sete anos de antecedência do início dos jogos. “A chave do sucesso é infraestrutura e novas tecnologias”, detalhou o embaixador da Coréia do Sul Bok-Hyung Lee.

O principal legado, segundo o embaixador coreano, é quase intangível: a confiança adquirida tanto por coreanos quanto japoneses para estar entre os grandes do mundo esportivo. As japonesas foram campeãs este ano da Copa do Mundo de Futebol Feminino, e os coreanos disputaram de igual para igual partidas com seleções européias como Espanha, destacou.

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