09/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Uma serraria lacrada e duas embargadas, além de grande quantidade de madeira apreendida em Manacapuru

Publicado em 22 de setembro, 2011

Cerca de 244 toras de madeiras diversas foram apreendidas, três serrarias flagradas em irregularidades, uma delas lacrada, a serraria Santana, durante fiscalização do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), em Manacapuru. Uma multa de R$42 mil foi aplicada à serraria Santana.

Jangadas foram avistadas em sobrevoo e acompanhadas até a chegada nas madeireiras

A operação, que ocorreu ontem, mobilizou onze fiscais do Ipaam divididos em três equipes e ainda resulta do sobrevoo ocorrido no dia 30 de agosto, quando foram visualizadas várias situações características de exploração e comércio clandestino de madeira em Manacapuru. No dia seguinte, foram identificadas sete embarcações carregadas com 180 m3 de madeiras diversas já beneficiadas em pranchas que foram apreendidas e posteriormente doadas para a Defesa Civil de Manacapuru.

Ontem, no porto da serraria Boa Sorte, pertencente a Baltazar Rosa, localizada à rua da Correnteza, bairro de mesmo nome, em Manacapuru, os fiscais encontraram 28 toras amarradas em jangada sem Documento de Origem Florestal (DOF), que comprovaria a origem legal da madeira. No pátio havia mais 165 toras de madeira que foram cubadas e sobre as quais ficou constatado desacordo com os DOFs apresentados. Madeiras serradas em prancha sem DOF, que ainda estão sendo cubadas, completaram o quadro. A serraria foi embargada.

Na serraria Santana, pertencente a Petronilo da Silva Ferreira, 111 m3 de madeira serradas em pranchas, mais 11 toras correspondentes a 53 m3 foram encontrados sem DOF, resultando no lacre das máquinas, multa de R$ 42 mil e apreensão do lote irregular. A multa foi aplicada também considerando o fato de o proprietário ter descumprido as condicionantes da licença de operação emitida pelo Ipaam.

Em uma terceira serraria, a SM Sales, localizada à Rua Otáviio Augusto, bairro Morada do Sol, 40 toras de diversas espécies estavam armazenadas à frente do Porto de Manacapuru e foram levadas para o pátio da serraria onde já começaram a ser cubadas, trabalho que deve prosseguir por mais dois dias. A serraria também foi embargada. Os fiscais do Ipaam suspeitam que as madeiras tenham sido retiradas das Reservas de Desenvolvimento Sustentáveis do Rio Negro e Piagaçu-Purus e de alguns afluentes do rio Manacapuru.

Em meio ao deslocamento fluvial na ação de fiscalização, uma das equipes encontrou mais uma jangada de toras de madeira que foi recolhida, com o apoio da Defesa Civil, para a frente do Porto de Manacapuru.  A Defesa Civil ficará como fiel depositária até conclusão dos procedimentos de cubagem e definição das doações.

Transporte, beneficiamento e comercialização de madeira são comuns em Manacapuru

As serrarias Boa Sorte e SM Sales também serão autuadas ao serem concluídos os procedimentos de cubagem e analisados os enquadramentos legais devidos.

As penalidades já aplicadas foram com base na Lei de Crimes Ambientais (9.605/98) e decreto federal que a regulamenta (6.514/08). Os apenados têm 20 dias de prazo para apresentarem defesa ou pagarem as multas. “As ações de fiscalização sobre a Região Metropolitana de Manaus, com o apoio de sobrevoos, serviço de inteligência e georreferenciamento, prosseguem até dezembro intensivamente”, assegurou o presidente do Ipaam, Antonio Stroski.

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