O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) foi ao município de Parintins (a 368 Km de Manaus), no último sábado (17), inspecionar as operações do Aterro Controlado e o andamento dos programas complementares de tratamento de resíduos sólidos.
A inspeção foi feita pelo próprio presidente do Ipaam, Antonio Ademir Stroski, que mobilizou técnicos das secretarias de obras e de meio ambiente do município para acompanhar a inspeção. Ele disse que ficou satisfeito com o que viu neste intervalo de 26 dias desde a última visita, em 22 de agosto. “Encontrei o Aterro todo cercado, com guarita construída e também duas vias internas de acesso com 80 cm acima do nível do solo com área de manobra para que as operações de aterramento possam ser feitas regularmente, inclusive no período do inverno”, afirmou Stroski.
Durante a visita foram vistas placas sinalizando as áreas de aterramento por tipo de resíduo, como “lixo Hospitalar”, “carcaças do matadouro”, conforme recomendado pelo Ipaam nas primeiras reuniões de trabalho realizadas com os técnicos e autoridades locais.
O Instituto vem monitorando os municípios do Amazonas na erradicação dos lixões e na transformação desses em aterros controlados até a implantação dos Aterros Sanitários exigidos pela Política Nacional de Resíduos Sólidos com prazo final até julho de 2014. Parintins, entretanto, tornou-se uma prioridade em razão do excesso de urubus no espaço aéreo do município e o perigo de colisão entre aves e aviões, que levou a 7ª Vara Federal a fechar as atividades diurnas de pousos e decolagens do aeroporto Júlio Belém novamente após o Festival de Parintins.
Por isso, além da inspeção direta no Aterro Controlado, com visível redução de urubus, o Ipaam inspecionou outras áreas com focos de atração de aves em Parintins e reforçou aos técnicos das secretarias de obras e de meio ambiente a urgência em implementar os programas complementares de gestão de resíduos como o Plano de Manejo de Aves, o programa de educação ambiental voltado para o perigo aviário, o programa de coleta seletiva e até mesmo a melhoria do sistema de coleta domiciliar já existente. “Parintins produz em torno de 50 toneladas/dia de resíduos. É preciso consolidar a coleta domiciliar, tornando o serviço mais regular e pontual e orientando a população como proceder em relação a este serviço”, afirmou Stroski.
Dentro de um mês, nova inspeção será realizada e a expectativa é encontrar os programas complementares já bem mais sistematizados.
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