O aparente consenso entre engenheiros e arquitetos, de que o monumento da ponte sobre o rio Negro teria que sair para permitir o encaixe da Estrada da Estanave, que dá acesso à ponte, na avenida Brasil não prevaleceu. Motivo de tensão entre o governador Omar Aziz e o senador Eduardo Braga, ex-governador, o monumento vai ficar de pé e o reforço da área para receber o tráfego pesado após o dia 24 de outubro, data da inauguração, irá contorná-lo.

Monumento vai permanecer no local, apesar da opinião de técnicos de que ele deveria sair para melhorar a fluidez no caminho ponte-Ponta Negra
O monumento, que custou R$ 5,545 milhões e foi construído pela Etam, empresa que mais recebeu recursos do Governo do Estado, na administração passada, , foi construído por Braga, em 2010, no momento em que percebeu não haver tempo hábil para inaugurar a ponte ainda em sua administração. A oposição criticou tanto o valor quanto o mal gosto e a irrelevância da obra, mas o então governador fez questão de realizar no local a festa de despedida do governo, com mais de 10 mil pessoas presentes.
A Secretaria da Região Metropolitana informa que iniciou, nesta sexta-feira, a construção da estrutura que interligará a saída da estrada da Estanave à avenida Brasil, no sentido Ponta Negra. Para execução desta obra, o local será adaptado para permitir a passagem de veículos pesados, sem comprometer o monumento erguido nas proximidades.
A estrutura ficará a mais de quatro metros de distância do monumento. O projeto da obra tem o aval da Prefeitura de Manaus e está sendo executada pela empresa MCW Construções e Comércio e Terraplanagem, estando orçada em R$ 940 mil. Tudo deve estar pronto na primeira quinzena de outubro. A obra integra o conjunto de intervenções em andamento na avenida Brasil e no seu entroncamento com a avenida Coronel Teixeira, que visa dar maior fluidez ao fluxo de veículos após a inauguração da ponte, marcada para o dia 24 de outubro.
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