As escolas Antônio Simões, Waldemiro Lustoza e Demóstenes Travessa, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Amazonas (Senai-AM), concluíram a formação de 740 alunos de 2011 na sexta-feira, 26/08. Essas unidades, porém, ficaram apenas 800 das 1,6 mil horas/aulas com os alunos, ficando a outra metade para a parte prática, em empresas conveniadas.
Todos estão aptos a exercer uma das 16 ocupações de aprendizagem oferecidas no Senai-AM: Mecânico de Refrigeração e Climatização, Manutenção de Computadores e Periféricos, Instalador Eletroeletrônico, Operador de Linha de Montagem da Indústria Eletroeletrônica, Programador de Sistemas, Assistente Administrativo Industrial, Eletricista Instalador Predial de Baixa Tensão, Pedreiro, Almoxarife, Mecânico de Automóveis, Operador e Programador de Máquinas à CNC, Operador de Injetora Plástica, Mecânico de Manutenção Industrial, Mecânico de Usinagem, Mecânico de Motocicletas e Soldador.
As histórias entre os formandos são emocionantes.
Kézia Lopes, de 20 anos, mãe de Luiza, de três meses, é uma das aprendizes de eletricista instalador predial de baixa tensão certificadas na sexta-feira. A aluna lembra que durante a gravidez conseguiu quebrar barreira do preconceito, com plena condição de estudar e trabalhar dignamente. “Recebi apoio da instituição que me proporcionou o aprendizado. Agora dedico este certificado à minha filha, já prometendo que darei continuidade à formação profissional até alcançar o nível superior em engenharia elétrica”, destacou.

Kézia Lopes fez questão de levar a filha, Luiza, no colo para receber o diploma, e depois desse desafio promete o curso de Engenharia Elétrica
Elane Santos, a mãe do formando Cesar Santos, de 16 anos, estava feliz com a decisão tomada ano passado de sair de Porto Velho para elevar as condições de estudos do filho, aprendiz de Operador de Linha de Montagem da Indústria Eletroeletrônica. Desde que voltou para Manaus, Elane incentiva Cesar a apostar na qualificação profissional que já lhe trouxe noção de como é o dia a dia do trabalhador da maior empresa do Polo de Duas Rodas do PIM.

Cesar Santos teve que mudar para Manaus em busca do diploma, mas deixou orgulhosa a mãe, Elane Santos
Cesar Santos opera na linha de montagem da Honda como menor aprendiz. Ele entra às 7h15 e sai às 11h15, interagindo com outros sete operadores. “O curso de aprendizagem industrial me ajudará a entrar na indústria que muitos gostariam de trabalhar. Com essa oportunidade tenho condições de mostrar o meu comprometimento nos estudos e no trabalho para quando terminar o prazo de aprendiz ser contratado”, aposta Santos.
Experiência marcante também foi para a irmã Liliana Daou, responsável por seis formandas da Casa Mamãe Margarida. As alunas participaram do curso de Aprendizagem Industrial em Assistente Administrativo, ministrada na Escola Senai Antônio Simões. “É um programa de dimensão muito grande que leva a proposta de formar o jovem e apresentá-lo à indústria como um aprendiz. Nesta perspectiva tanto o aluno quanto a empresa ganham, pois se trata da capacitação dos novos trabalhadores que atenderá as carências do mercado de trabalho”, avaliou irmã Liliana.
Atualmente a Casa Mamãe Margarida atende 350 crianças e adolescentes em regime de abrigo e meio aberto. Todas as meninas que chegam à Casa passam por situações de risco pessoal e social. A irmã Liliane ressalta que o programa de Aprendizagem Industrial do Senai-AM não atende número maior de abrigadas por conta da escolaridade exigida nos cursos quanto ao ensino médio incompleto, mas que é a segunda turma de meninas da Casa Mamãe Margarida que estão participando desta melhoria de educação profissional.

Irmã Liliane, com o diretor da escola Antônio Simões, Waldener Carvalho, e as formandas da Casa Mamãe Margarida
“Tenho o privilégio de atuar no setor de Recursos Humanos da Petrobras, graças ao curso de auxiliar administrativo do Senai. Minha formação me fará conquistar um emprego decente para me manter, pois neste ano completo 18 anos, idade máxima para as abrigadas da Casa Mamãe Margarida. Agora é só se esforçar para firmar todos os conceitos aprendidos no Senai”, disse a aluna Ana Gleyce Correa.
Os formandos estão aptos a ingressar no mercado, pois adquiriram conhecimentos teóricos e práticos com especialistas no segmento industrial, firmando os conceitos profissionais no mercado de trabalho. “A aprendizagem é uma das modalidades mais importantes ministradas pelo Senai, devido ao papel de formar jovens entre 14 a 24 anos nos segmentos produtivos do Polo Industrial de Manaus”, disse a gerente da Escola Senai Waldemiro Lustoza, Ivana Ayrton. Segundo Ivana, os adolescentes que estão na faixa etária atendida pelo curso de aprendizagem tendem a ter uma vida ociosa, sem muitas perspectivas de futuro, mas o Senai abre a oportunidade aos adolescentes para ingresso no primeiro emprego industrial.
De acordo com Ivana, as fábricas do PIM aproveitam quase 100% os alunos de aprendizagem do Senai, pois mesmo com pouca idade são qualificados como profissionais e com todas as responsabilidades de segurança e técnica de um industriário.
* Com informações da assessoria de imprensa do Senai-AM
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