Quatro árvores existentes na avenida Eduardo Ribeiro, entre as ruas Monsenhor Coutinho e Dez de Julho, no Centro, podem ter sido envenenadas com herbicidas. Os indícios que apontam para esse crime ambiental constam no relatório técnico elaborado pela Diretoria de Arborização Paisagismo e Áreas Protegidas, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas).
As árvores danificadas são da espécie Ficus, Licania tomentosa (oitizeiro) e Syzygium malaccense (jambeiro). Nas árvores foram encontrados furos que teriam sido utilizados para a aplicação de herbicidas.

Durante a vistoria foram encontrados furos nas árvores por onde os herbicidas podem ter sido aplicados
A chefe do Setor de Corte e Poda da Semmas, Eliane Souza, que fez a vistoria nas árvores, disse que o jambeiro já está morto, mas os dois ficus e o oiti ainda têm folhas verdes, o que é um indicativo de que existe funcionamento vegetativo na árvore. Segundo ela, em uma das árvores chegaram a colocar isopor para tampar os furos por onde teriam sido aplicados os herbicidas.
A investigação foi determinada pelo secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Marcelo Dutra, após tomar conhecimento do fato através de relatos nas redes sociais.
Ele disse que as árvores existentes naquela via central da cidade têm relevância paisagística para o entorno do Centro histórico e um atentado a essas espécies arbóreas tem que ser devidamente apurado e combatido a fim de que seus causadores não fiquem impunes”, afirmou Dutra.
Crime ambiental – O relatório da Semmas será encaminhado à Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente para a instauração de inquérito policial visando a apuração do crime ambiental. O secretário também determinou o envio de amostras das espécies para análise química laboratorial que constatará o envenenamento.
A secretaria vai solicitar ao Centro Integrado de Operações da Polícia Militar (Ciops) as imagens das câmeras de vigilância daquela área a fim de tentar identificar os agressores. O responsável pelo crime ambiental pode ser penalizado, com multa, autuação e até prisão.
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