13/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Empresa do concurso para Defensoria disponibiliza cartão-resposta de candidatos. Sacos com provas vão a perícia

Publicado em 03 de agosto, 2011

O Instituto Cidades, contratado pela Defensoria Pública para realizar concurso de admissão de 60 novos defensores e 60 integrantes de cadastro de reserva, enviou Nota de Esclarecimento ao blog afirmando que o certame transcorreu “com total transparência e lisura”. O concurso foi anulado pelo governador Omar Aziz, depois que o Ministério Público Estadual (MPE) e a polícia descobriram sinais de fraudes, com mandados de busca e apreensão cumpridos terça-feira (02/08), em escritórios da empresa e de Tibiriça Valério Holanda Filho, filho do procurador-chefe da Defensoria, Tibiriçá Holanda.

Hoje, durante todo o dia, a Comissão de Sindicância trabalhou relacionando o material apreendido. Os sacos, grande parte dos quais com os lacres violados, contêm mesmo as provas originais dos candidatos. O próximo passo, segundo uma fonte que participa do trabalho, é entregar tudo para análise pericial.

Na nota enviada ao blog, a direção do Centro Integrado de Desenvolvimento Administrativos, Estatística e Social – Instituto Cidades afirma que disponibilizou todo seu banco de dados e documentos, sobre o concurso, para a Comissão de Sindicância, criada pelo Governo do Estado e Ministério Público, após a anulação do mesmo.

A empresa afirma que disponibilizou também, aos candidatos, “os resultados individuais, através de imagens, dos “Cartões Respostas” para consulta em seu endereço eletrônico”. O blog tentou averiguar a informação, mas somente candidatos, com CPF e senha, têm acesso ao link onde essa informação está disponível.

A respeito da denúncia direta que pesa sobre a instituição e a Defensoria Pública do Amazonas, de favorecimento de parentes do defensor-geral, Tibiriçá Holanda, o Instituto Cidades afirma que “não é dado obstar a inscrição de qualquer cidadão em concurso em razão da existência de relação parental com funcionários ou agentes públicos pertencentes à entidade promotora do certame, sabido que o arcabouço normativo vigente não consagra impedimento desse jaez”.

Leia as notícias anteriores sobre o assunto:

Anulado concurso da Defensoria Pública por indícios de fraudes. Polícia cumpre cinco mandados

 

Defensor-geral proíbe filho de participar de concurso da Defensoria e quer negociar renúncia

Instituto Cidades, do concurso da Defensoria Pública, inscreve para 1.146 vagas na Prefeitura

CGE vai apurar supostas irregularidades no concurso da Defensoria

Veja abaixo a íntegra da nota, como fotografia, ou clique aqui para ler o documento em PDF, com mais clareza:

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