O procurador-chefe da Defensoria Pública do Amazonas, Tibiriçá Holanda, anunciou agora há pouco, em entrevista coletiva, que colocará o cargo à disposição do governador Omar Aziz, sem a necessidade de envio protocolar de mensagem com a exoneração à Assembleia Legislativa. “Quero me encontrar com o governador e evitar esse constrangimento, se for o caso”, disse.
Tibiriçá rechaçou as denúncias do Ministério Público Estadual (MPE) e criticou frontalmente o chefe do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Fábio Monteiro, por acusações “levianas”.
O defensor-geral foi acusado de, entre outras irregularidades, beneficiar o filho, que leva seu nome, no concurso do órgão que dirige. Ele negou. “Meu filho passou por méritos. Eu o proibi de participar de concursos da Defensoria do Amazonas e só vou permitir que entre em concursos federais”, disse.
Tibiriça de Holanda disse que a escolha do Instituto Cidades foi “mera questão financeira” e reconheceu “descuido” quanto ao levantamento da idoneidade da empresa, acusada de fraudes em outros concursos. Ele fez um balanço da Defensoria Pública do Amazonas, pela qual declarou paixão, e ressaltou que “quem perde com isso (a anulação do concurso) é a população do interior, que vai ter postergada a falta de defensores”.
O defensor-geral pretende pedir um encontro com o governador Omar Aziz, quando vai definir uma data para reeditar o concurso e, se for o caso, colocar o cargo à disposição. “Aceito negociar a saída”, disse.
Leia mais sobre o assunto:
Anulado concurso da Defensoria Pública por indícios de fraudes. Polícia cumpre cinco mandados
Instituto Cidades, do concurso da Defensoria Pública, inscreve para 1.146 vagas na Prefeitura
Veja mais notícias em Destaques