Meus amigos, se há um ramo em plena expansão comercial e prometendo alavancar ainda mais a economia do Amazonas, este é o Polo Naval.
Impulsionado pela retomada das hidrovias para a melhoria da infraestrutura logística brasileira e pelos significativos avanços tecnológicos, o setor promete ter grande destaque nos próximos anos.
O Amazonas possui 300 estaleiros de pequeno, médio e grande porte, 60 deles na orla de Manaus, dos quais apenas 7 contam com incentivos fiscais da ZFM. Somente para termos uma ideia, em 2010, segundo a Suframa, o setor faturou 185 milhões de dólares no Estado, equivalente ao Polo Termoplástico do PIM, sendo considerado um dos grandes produtores do mercado brasileiro.
Em que pese a geografia da região ser plenamente favorável ao segmento, há sérios entraves que impedem um melhor desenvolvimento do polo: a falta de qualificação da mão de obra, a dificuldade para obtenção de crédito para financiamento, a falta de título definitivo para a maioria dos estaleiros e a alto índice de informalidade.
Para nós, amazônidas, os rios são as nossas estradas e precisamos, fazer disso também, o nosso sustento e desenvolvimento. Devemos aproveitar as riquezas naturais, a diversidade biológica e a geografia da região para diversificar nossa cadeia produtiva, bem como, dotar os municípios que possuem essa vocação, de tecnologia e infraestrutura adequada, para que, desta forma, possam maximizar seus resultados, gerando consequentemente, lucro social e econômico ao Estado.
Estamos na torcida para que o Distrito Naval de Manaus seja criado o mais rapidamente possível, a fim de, definitivamente, consolidarmos o polo naval do Amazonas. Mercado resta, não há dúvidas, pois 99,7% das embarcações de esporte e lazer utilizadas no País são oriundas de outros países.
Há municípios com enorme potencial de desenvolvimento: Iranduba, Manacapuru, Itacoatiara, Novo Airão, Maués, Parintins; que vibram com essa perspectiva.
Trabalhemos!
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* Wilker Barreto é vereador.