A luta do Sindicato dos Metalúrgicos pelo pagamento da PLR (Programa de Participação nos Lucros e Resultados), além de compensar o trabalhador do Pólo Industrial de Manaus, também tem a finalidade de injetar no comércio local parte do lucro das empresas, que seria enviado a outras praças consumidoras do país. Em alguns casos, os trabalhadores do Pólo Industrial de Manaus – PIM, ganham até 17 salários por ano. São cinco salários a mais que o já conhecido e esperado 13º salário pago, constitucionalmente, por todas as empresas do país no final do ano.
O modelo de participação nos lucros das empresas adotado pelo Sindicato dos Metalúrgicos como uma de suas bandeiras de luta, tem servido para que o trabalhador faça parte da administração da empresa onde trabalha e, também, do processo produtivo com reflexos no relacionamento entre o trabalhador e a empresa. A recompensa é a participação financeira nos lucros e resultados.
A cada ano superamos nossa própria marca. Fechamos a PLR com a Sansung da Amazônia em R$ 3,5 mil e com a LG em R$ 3,7. Estamos negociando com a Moto Honda da Amazônia, uma PLR de R$ 2,7 mil, para mais de 10 mil trabalhadores. Com o objetivo de garantir o teto máximo possível da PLR, já sentamos à mesa de negociações nesse primeiro semestre do ano com algo em torno de 120 empresas do pólo eletroeletrônico e de duas rodas.
O trabalhador deve se inserir nesse processo de luta. Ir ao Sindicato, sindicalizar-se. Afinal, é com a força dos 120 mil trabalhadores do PIM, entre efetivos, temporários e terceirizados, que o Estado do Amazonas pode comemorar a marca histórica dos U$ 40 bilhões de faturamento previstos para esse ano. Em 2010 foram U$ 35 Bilhões. Estamos caminhando para outros recordes, portanto, nada mais justo que o trabalhador ser recompensado pela contribuição nesse processo de produção de bens e serviços e, lucro, muito lucro.
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* Valdemir Santana é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas.