Um grupo de inspetores da Federação Internacional de Futebol (Fifa) está em Manaus para verificar os possíveis centros de treinamento para a Copa 2014. A lista dos locais oferecidos pela Unidade Gestora do Projeto Copa de 2014 é esta:
Estádio Roberto Simonsen, do Sesi; 1º Batalhão de Infantaria de Selva, no bairro São Jorge; Colégio Militar de Manaus, Centro; Universidade Federal do Amazonas (Ufam); Universidade Luterana do Brasil (Ulbra); estádio Ismael Benigno, a Colina, bairro de São Raimundo; e um estádio novo, no KM-1 da rodovia AM 070-Iranduba.
Alguns desses locais são apenas para inglês ver. Devem ser construídos apenas três centros. Note que estão esquecendo as duas regiões mais populosas da cidade, as zonas Leste (São José, Zumbi, Jorge Teixeira etc.) e Norte (Cidade Nova, principalmente).
Quem viu quando o São Raimundo chegou ao auge e fazia jogos com grande público, no estádio Ismael Benigno, viu o transtorno causada pela movimentação rumo ao estádio. As ruas do São Raimundo e Glória não foram dimensionadas para isso. O estádio é de um tempo em que a cidade era muito menor. Mantê-lo, tudo bem, mas criar outros, na mesma direção, é um equívoco em relação ao planejamento urbano da e ao já caótico tráfego.
Todos já ouviram falar, em Manaus, dos planos para fazer um estádio na Cidade Nova. Parece lógico que a Copa do Mundo seja utilizada como alavanca para concretizá-los. E você oferece uma opção de lazer para um público específico, que não precisará atravessar a cidade para ir até a Zona Sul ver uma partida de futebol.
Miguel Biango, que é urbanista e presidente da Unidade Gestora do Projeto Copa de 2014, deve corrigir esse equívoco. Afinal, a cidade não pode pensar na Copa do Mundo como um fim em si mesmo. O lógico é tê-la como um fator de aprimoramento urbano e erguer ao redor dela equipamentos que ofereçam o melhor após a competição.
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