O governador Omar Aziz anunciou que um de seus objetivos em Brasília, esta semana, foi buscar verbas para a construção do anel viário de Manaus. É, sem dúvida, uma necessidade. O que nos indagamos é por onde passará essa via? Fica aqui minha idéia.
Manaus tem uma relação estranha com o rio. Todo mundo quer morar vendo um curso d’água, o que é a base tanto do sucesso dos empreendimentos na Ponta Negra quanto das invasões de margens dos igarapés. Nenhum governante pensou, porém, em utilizar o manancial técnico disponível e transformar as margens do Negro, via dragagem e aterro, numa via expressa, com cinco ou seis pistas em cada sentido, canteiro central, praças, restaurantes, equipamentos esportivos, marinas, portos etc.
Os problemas do trânsito na cidade inteira, mesmo com três mil carros ou mais entrando todo mês, diminuiriam significativamente.
Omar pode ser o governante a propor, iniciar e quem sabe até concluir um projeto assim. Anel viário em Manaus, para merecer o nome, tem que pensar na orla fluvial da cidade ou então, no bico do lápis, acabará sendo pífio ou irreal. Até por se tornar caro demais com as desapropriações.
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