A construção do Parque Jefferson Péres, tendo em frente a avenida Manaus Moderna e o rio Negro, abriu a possibilidade de que Manaus ganhe o que os arquitetos chamam de “landscape” e a população de “frente da cidade”. É aquela coisa de olhar e reconhecer a cidade, como são os casos de Nova Iorque e Sydney.
O conjunto arquitetônico formado pelo parque e os fundos do Palácio Rio Negro se completa com o magnífico prédio do Teatro Chaminé… mas eis que, no meio disso, surgem algumas construções, inclusive recentes, estragando tudo. O “destaque”, sem dúvida, é um “caixote” comercial que empresta desarmonia e feiúra ao Chaminé. Clique para ler a matéria toda e veja a foto.
Perceba como o prédio do teatro se destaca pela beleza, ao mesmo tempo em que é “afogado” pelo entorno. E também o esforço do empresário, que ainda tentou pintar o caixote com uma cor mais ou menos harmônica à do teatro.
Não sou especialista, claro, mas basta o mínimo de sensibilidade para perceber que esse é um local onde o poder público deveria intervir, oferecendo um gabarito positivo, capaz de contribuir para o embelezamento da área. O próprio comerciante agradeceria, por ganhar um patrimônio mais bonito, valorizado e integrado à paisagem.
A falta dessa gabarito fez muito contra Manaus. Mas se a quisermos turística, realmente, teremos que lutar para que a Câmara Municipal comece a buscar uma fórmula de não permitir que as pessoas construam sem critério, ignorando a paisagem, como se percebe nesse caso.
É um exemplo onde, no mínimo, no mínimo, faltou fiscalização dos órgãos de defesa do patrimônio público, uma vez que existe legislação prevendo a preservação do entorno de sítios arquitetônicos. Lamentável.
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