A Internet no Brasil funciona, mais ou menos, em São Paulo. Nos demais Estados ainda engatinha. Perguntei ao secretário estadual de Planejamento, Denis Minev, usuário da grande rede, se a meta para 2014, ano da Copa, era alcançar o patamar paulista. Ele me disse: “Não. Nossa meta é alcançar o patamar dos EUA”. E lá a coisa funciona muito bem.
Há fatos que apóiam o secretário.
A OI ultrapassou o cipoal burocrático, chegou com a fibra ótica do cabo submarino, via Venezuela, e, Boa Vista e obteve todas as licenças para estender o cabo até Manaus. Na capital de Roraima os preços de conexão já caíram e a velocidade aumentou.
A Embratel passou a cheia inteira testando um cabo sub-fluvial no rio Solimões, em frente a Iranduba (AM) e outro no rio Madeira, em frente a Porto Velho (RO). Eram esses dois trechos que ainda utilizavam rádio (mais lento) para transmitir o sinal de Internet de Manaus. Esse cabo chega à capital amazonense no núcleo do estendido pela Amazonas Energia, que atravessa o rio Negro e vai até Iranduba.
Terminada a cheia, a Embratel espera o nível máximo de seca para analisar o efeito da “mexida” do rio nos cabos para colocá-los ou (dificilmente) não em funcionamento definitivo. A OI tem contrato assinado com o governo de concluir o acesso via Venezuela até maio do ano que vem.
A OI cederá parte do cabo próprio como “acesso de contingência” para a Embratel e vice-versa. Ou seja, desta vez ou vai ou racha.