
Naufrágio da Lima de Abreu XV completa um mês com cinco desaparecidos e piloto foragido
Um mês após o naufrágio da embarcação Lima de Abreu XV, ocorrido em 13 de fevereiro nas proximidades do Encontro das Águas, em Manaus, a tragédia ainda deixa vítimas desaparecidas e investigações em andamento. Até o momento, três mortes foram confirmadas e cinco pessoas continuam desaparecidas. O caso também envolve a situação do piloto do barco, que passou a ser considerado foragido após decisão da Justiça que determinou sua prisão preventiva.
A embarcação realizava viagem com destino ao município de Nova Olinda do Norte quando acabou afundando pouco tempo após deixar a capital amazonense. No momento do acidente, dezenas de passageiros estavam a bordo. Ao menos 71 pessoas foram resgatadas com vida pelas equipes de socorro que atuaram na região logo após o naufrágio.
O acidente mobilizou uma grande força-tarefa formada por equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, Marinha do Brasil, Defesa Civil e outros órgãos de segurança. As buscas foram realizadas na área do Encontro das Águas e em trechos do rio abaixo do ponto do acidente, devido à força das correntes que podem arrastar vítimas por longas distâncias.
Entre as mortes confirmadas estão a criança Samila de Souza Oliveira, de 3 anos, a estudante de odontologia, Lara Bianca Bezerra Lopes, de 22 anos, e o cantor gospel Fernando Grandêz, de 39 anos. Os corpos foram localizados durante as operações de busca e posteriormente encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos legais.
Mesmo após semanas de trabalho das equipes de resgate, cinco pessoas seguem desaparecidas. Durante as buscas, mergulhadores, drones, sonares e embarcações foram utilizados para ampliar a área de varredura no rio, chegando a percorrer dezenas de quilômetros ao longo da correnteza.
Outro ponto central das investigações envolve o piloto da embarcação, identificado como Pedro José da Silva Gama, de 42 anos. Ele chegou a ser preso em flagrante após o naufrágio, sob suspeita de homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas foi liberado após pagamento de fiança. Posteriormente, a Justiça decretou sua prisão preventiva e, desde então, ele passou a ser considerado foragido.
A Marinha do Brasil também abriu um inquérito administrativo para apurar as causas do acidente e verificar possíveis responsabilidades na condução da embarcação. O procedimento busca identificar se houve falha humana, problemas estruturais ou outras irregularidades que possam ter contribuído para o naufrágio.