06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Amazonas tem celeridade reconhecida pelo CNJ na análise de medidas protetivas

Publicado em 13 de março, 2026

Amazonas tem celeridade reconhecida pelo CNJ na análise de medidas protetivas

Dados constantes do painel Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), registram a celeridade da Justiça do Amazonas na análise dos pedidos de Medidas Protetivas de Urgência (MPUs), relativas a questões de violência doméstica e familiar contra a mulher. Desde 2024, o TJAM mantém em 1 dia o tempo médio entre o início do processo e a primeira medida protetiva concedida. Esse tempo, em 2021, chegou a ser de seis dias, em média.

A celeridade alcançada pela Justiça do Amazonas se destaca inclusive na comparação com o tempo médio nacional apurado pela estatística do CNJ – que hoje é de 3 dias.

No acumulado do ano passado, o TJAM concedeu 14.325 medidas protetivas de urgência. No primeiro mês deste ano de 2026 – último dado consolidado no painel Justiça em Números -, foram deferidas outras 1.491 MPUs.

Justiça

A juíza Larissa Padilha Roriz Penna, atuando cumulativamente pelo 6.º Juizado Maria da Penha da Comarca de Manaus, destaca que a celeridade é algo de extrema importância em se tratando da análise de pedidos de medidas protetivas por envolver a segurança da vítima, que é a parte requerente no processo.

“O juiz ou a juíza têm prazo legal de até 48 horas para analisar um pedido dessa natureza e esse resultado alcançado pelo Tribunal, que tem mantido essa média de no máximo 24 horas entre o início do processo e a concessão da medida, se tornou possível, dentre outras providências, pela criação de plantão judicial específico para os Juizados Maria da Penha”, destacou a magistrada.

Ela explica que, a partir da criação dos plantões especializados, o pedido de concessão de medida protetiva que entra após o horário de expediente forense normal é distribuído para o juiz plantonista, permitindo uma análise mais rápida e atendendo o prazo legal.

A juíza Larissa destaca que as medidas protetivas de urgência são mecanismos importantes para assegurar a integridade física ou psicológica da vítima. “A mulher pode requerer, por exemplo, o distanciamento mínimo, a proibição de contato, a suspensão do porte de arma de fogo (em relação ao requerido), dentre outras, que são fundamentais para resguardar essa vítima”, frisou Larissa Padilha.

Canais de acesso

Para solicitar a medida protetiva de urgência, existem três formas. A vítima pode se dirigir à delegacia mais próxima à sua residência ou buscar uma das delegacias especializadas, as chamadas Delegacias da Mulher.

A segunda forma é por meio da Defensoria Pública do Estado, através do número (92)98559-1599, que funciona pelo aplicativo WhatsApp e seguindo passo a passo, a vítima se comunicará com o Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher, o Nudem.

A terceira forma é pela Delegacia Virtual da Mulher, no site www.policiacivil.am.gov.br/dvm.

“Por qualquer um desses canais o pedido pode ser feito. A solicitação é encaminhada ao Poder Judiciário. Então, se a mulher está em situação de violência, pode buscar alguns desses canais e solicitar a sua medida protetiva de urgência”, destaca a assistente social Celi Cristina Nunes Cavalcante, que integra a equipe multidisciplinar do  1.º e do 4.º Juizados Maria da Penha da Comarca de Manaus.

Justiça pela Paz em Casa

Nesta semana, o Judiciário nacional – incluindo o TJAM, por meio dos seus Juizados Especializados no Combate à Violência Doméstica e Familiar e as Varas do interior do estado que atuam com essa competência – estão mobilizadas para a realização de mais uma edição da campanha “Justiça pela Paz em Casa”, período de esforço concentrado que tem a finalidade de garantir a efetividade da Lei Maria da Penha. Somente no Amazonas, mais de 1,7 mil processos foram pautados para o período, além da realização, pelo Tribunal do Júri, de julgamentos envolvendo casos de feminicídio.

Subcoordenadora da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid/TJAM) e titular do 1.º Juizado Maria da Penha, a juíza Ana Lorena Gazzineo destaca que as atividades ocorrem em sistema de mutirão com a participação das equipes de assistentes sociais, psicólogos para atendimento das mulheres, oferecendo suporte para a atuação dos juízes, promotores e defensores na realização de audiências.

Magistrada

A magistrada afirma que as atividades são de extrema importância porque mostram para as vítimas que a justiça está presente e é atuante, porque os processos são analisados e julgados muito rapidamente. “Justiça tardia não é justiça. E todos os esforços evitam que novos atos de violência ocorram dentro da casa dela. É por isso que o Tribunal de Justiça participa de forma muito ativa de todas as edições da campanha”, reforçou Ana Lorena.

No âmbito do TJAM, toda a programação da Semana Justiça pela Paz em Casa é coordenada pela Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid/TJAM), que tem à frente a desembargadora Maria das Graças Pessôa Figueiredo.

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