14/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

PF deflagra operação contra organização criminosa de tráfico de animais silvestres

Publicado em 12 de março, 2026

A Operação Extinção Zero cumpre 12 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão em cinco estados.(Foto: Reprodução)

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (12/3), a Operação Extinção Zero, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa transnacional especializada no tráfico de animais silvestres ameaçados de extinção.

Estão sendo cumpridos 12 mandados de prisão preventiva e 22 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, Pernambuco, Piauí, Maranhão e Pará, expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal da Bahia.

A investigação teve início após a apreensão, em fevereiro de 2024, no Togo, de um veleiro brasileiro que transportava 17 micos-leões-dourados e 12 araras-azuis-de-lear, espécies brasileiras ameaçadas de extinção. De acordo com a apuração, os animais teriam saído do Brasil com documentação CITES inautêntica.

As investigações apontam que o grupo possuía estrutura organizada, com divisão de tarefas entre capturadores, financiadores, intermediários e receptadores. A organização utilizava drones, armamentos, contas bancárias de terceiros e aplicativos de comunicação criptografada, além de adotar medidas para dificultar a identificação e o rastreamento das atividades ilícitas.

Os investigados são suspeitos de integrar esquema responsável pela captura, armazenamento, comercialização e envio de ovos e animais silvestres para o exterior, incluindo espécies de alto valor no mercado ilegal e ameaçadas de extinção.

No último ano, o grupo também teria planejado a captura de ararinhas-azuis mantidas no criadouro conservacionista do Programa de Reintrodução da espécie, localizado no município de Curaçá/BA.

Durante a investigação, a Polícia Federal contou com o apoio do IBAMA e do INEMA, responsáveis pelo encaminhamento dos animais resgatados para avaliação, reabilitação e posterior reintegração ao habitat natural.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, contrabando, receptação qualificada e crimes ambientais, incluindo maus-tratos a animais, além de outros delitos que venham a ser identificados ao longo das apurações.

Agência Gov

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