13/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Mostra dedicada ao cineasta Djalma Limongi Batista tem abertura no Cineteatro Guarany

Publicado em 12 de março, 2026

Mostra dedicada ao cineasta Djalma Limongi Batista tem abertura no Cineteatro Guarany

Exibição do longa “Brasa Adormecida” marcou o início da programação gratuita que homenageia a trajetória do diretor amazonense. (Foto: Gabi Vitim/SEC)

A Mostra de Filmes Amazonenses – Djalma Limongi Batista: Um Sonho Brasileiro teve abertura na noite de quarta-feira (11/03), no Cineteatro Guarany, localizado na Villa Ninita, anexo ao Palácio Rio Negro, Centro, zona sul de Manaus. A programação gratuita reúne obras que marcaram a trajetória do cineasta amazonense.

Realizada pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, a mostra segue até sábado (14/03) e propõe ao público uma revisita à filmografia de Djalma Limongi Batista e busca ampliar o acesso do público a obras importantes da cinematografia nacional.

A noite de abertura contou com a exibição do longa “Brasa Adormecida” (1986), drama que narra a história de três primos inseparáveis desde a infância cuja relação entra em conflito quando a jovem do trio decide se casar com um deles. O filme reúne nomes conhecidos do cinema brasileiro, como Maitê Proença, Edson Celulari, Paulo César Grande e Grande Otelo, e conta com trilha sonora assinada por Tom Jobim.

A curadoria da mostra é assinada por Edith Limongi Batista, irmã do cineasta homenageado, que acompanhou a trajetória artística do diretor. Segundo ela, muitos dos filmes de Djalma Limongi dialogam diretamente com lembranças e experiências vividas por ele em Manaus.

“Ele nasceu em Manaus e levou muito dessas memórias para o cinema. Muitas das histórias que ele conta nos filmes vêm da infância e da juventude vividas aqui, recriadas pela visão artística dele”, destacou Edith.

De acordo com a curadora, os filmes do diretor alcançaram reconhecimento em diferentes festivais e mostras, consolidando sua contribuição para o cinema nacional. Para ela, a realização da mostra representa também uma oportunidade de apresentar essas obras a novas gerações de espectadores.

A mostra convida o público a conhecer ou revisitar obras que marcaram diferentes momentos do cinema brasileiro e a refletir sobre o legado do cineasta cuja produção dialoga com memórias, experiências e referências culturais que atravessam sua trajetória artística.

Nesta quinta-feira (12/03), às 18h30, tem a obra Bocage, o Triunfo do Amor (1997), com classificação indicativa de 16 anos. Na sinopse, Manuel Maria du Bocage percorre o mundo em busca de aventuras amorosas.

Na sexta-feira (13/03), às 18h30, acontece a Autovideografia, com classificação livre. O evento mostra o registro documental que se insere no estilo de “autovideografia” ou ensaio pessoal/autobiográfico, focado na trajetória do ator Walmor Chagas.

No sábado (14/03) tem a mostra Asa Branca (1981) com classificação indicativa de 12 anos. A obra apresenta a trajetória de um jogador de futebol de origem humilde, desde o começo de sua carreira, no interior de São Paulo, até o sucesso em uma Copa do Mundo. Ele deve de se adaptar a um novo universo, com dinheiro, mulheres e muitos interesses envolvidos.

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