
Polícia apresenta vídeo e detalhes de crime contra professor da Ufam
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento da execução do professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Davi Said Aidar, de 62 anos, assassinado no dia 6 de fevereiro deste ano em um bar localizado no ramal Água Branca, na rodovia AM-010, zona Norte de Manaus. As imagens mostram a chegada de três homens em uma motocicleta e a sequência de disparos efetuados contra a vítima. Segundo as investigações, foram realizados 14 tiros, sendo que sete atingiram o professor. A Polícia Civil aponta que o crime teria sido planejado por uma vizinha da vítima.
De acordo com a investigação conduzida pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o assassinato foi articulado por Juliana da Rocha Pacheco, de 42 anos, que também possuía um bar nas proximidades do estabelecimento da vítima. Conforme a polícia, um desentendimento entre os dois teria surgido após a abertura do comércio do professor, situação que teria impactado nas vendas do bar da suspeita.
Segundo a polícia, Juliana teria procurado o sobrinho, Lucas Santos de Freitas, conhecido como “Lucão” ou “Magrão”, para organizar a execução. Lucas, que segundo as investigações atuava como agiota, teria recrutado pessoas que possuíam dívidas com ele para participar do crime.
As investigações apontam que o assassinato foi planejado dias antes da execução. Conforme o delegado Adanor Porto, três dias antes do homicídio houve um reconhecimento do local onde a vítima costumava permanecer.
“Três dias antes do crime, Lucas e um dos executores foram até o ramal para observar a residência, a rotina da vítima e identificar o melhor momento para realizar o ataque”, afirmou o delegado.
Ainda segundo a polícia, no dia da execução a própria mandante teria entregue aos criminosos a bolsa contendo a arma utilizada no crime.
O vídeo divulgado mostra o momento em que os suspeitos chegam ao local e efetuam os disparos contra o professor. Após o ataque, os envolvidos deixaram o local.
Durante a Operação Universitates, deflagrada pela Polícia Civil, quatro pessoas foram presas suspeitas de participação no crime. Entre os detidos estão Lucas Santos de Freitas, apontado como responsável pela organização da execução, Antonio Carlos Pinheiro Meireles, conhecido como “TK”, identificado como o autor dos disparos, além de Rafael Fernando de Paula Bahia e Emerson Sevalho de Souza, que teriam atuado no apoio e na fuga dos executores.
Segundo o delegado Ricardo Cunha, a investigação identificou uma divisão de tarefas entre os envolvidos.
“Trata-se de um grupo criminoso que agiu de forma premeditada, de forma coesa, com divisões de tarefas e lideranças. Nós temos um mandante deste crime, que é a própria vizinha da vítima. Temos um organizador, que é o sobrinho dela, responsável por cooptar os executores desse delito”, afirmou.
Ainda conforme a polícia, cada participante teria aceitado integrar o grupo por diferentes motivos, incluindo dívidas financeiras com o organizador do crime.
Apesar das prisões realizadas entre os dias 25 de fevereiro e 4 de março em bairros das zonas Norte e Leste de Manaus, a polícia informou que a suposta mandante do assassinato ainda não foi localizada.
“Juliana Pacheco é vizinha da vítima e é apontada como a mandante de toda essa empreitada criminosa. A motivação teria sido uma rixa existente entre ambos após a abertura do bar do professor”, declarou o delegado Adanor Porto.
A Polícia Civil solicita que qualquer informação que possa ajudar a localizar Juliana da Rocha Pacheco seja repassada de forma anônima pelos números (92) 98118-9535, (92) 3667-7575, 181 da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) ou 197 da Polícia Civil. As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso.