06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

‘Arte e Memória da Amazônia’ retorna com novidade de Moacir Andrade

Publicado em 04 de março, 2026

‘Arte e Memória da Amazônia’ retorna com novidade de Moacir Andrade

O Palácio da Justiça reabre ao público, a partir desta quinta-feira (04/03), a exposição “Manaus: Arte e Memória da Amazônia”, com uma novidade de destaque para o cenário cultural do estado: a inclusão da obra ‘Casa de Ribeirinho’ (1984), de Moacir Andrade.

A exposição recebe o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, e permanece aberta ao público até maio, com entrada gratuita, de segunda a sábado, das 9h às 15h, com exceção das terças-feiras.

Mostra

A mostra reúne 93 obras de 55 artistas amazonenses, compondo um panorama representativo da produção das artes plásticas no estado. Com a nova aquisição, o conjunto exposto é ampliado e reforça o compromisso com a valorização da memória artística local.

A presença de uma obra de Moacir Andrade, reconhecido como um dos grandes mestres das artes plásticas no Amazonas, mostra a relevância da exposição, ao inserir no circuito público um trabalho de importância histórica e simbólica para a cultura amazonense.
Artista plástico e colecionador, Jandr Reis, responsável pelo acervo que dá origem à mostra, é protetor das artes plásticas no Amazonas, preservando e mantendo esse patrimônio artístico como forma de resguardar a produção cultural do estado para as futuras gerações.

Travessia pela arte manauara

A curadora Cléia Viana destaca que o acervo que compõe a exposição é fruto desse colecionismo dedicado e celebra a trajetória artística da capital amazonense. “A exposição propõe uma travessia pela história da arte manauara, como quem percorre o leito profundo de um rio que transporta tempos, gestos e visões”, afirma.

Ao longo do percurso expositivo, o público encontrará obras que dialogam com diferentes momentos da criação artística na cidade, atravessando fases de transição e experimentação, em que o gesto se transforma em questionamento e crítica, até produções que incorporam novas linguagens e reafirmam a arte amazônica em sua dimensão simbólica e universal.

Trabalhos

A mostra também evidencia trabalhos que reconfiguram a memória em diálogo com o presente, abordando temas como ancestralidade, inclusão, identidade, sexualidade e transformação social, consolidando a arte como expressão de pertencimento e projeção de futuro.

“Sustentada pela criatividade e pela temporalidade da criação de cada artista, a exposição circunscreve a história em diferentes formatos e fragmentos da alma coletiva, formando os rios sagrados desse movimento profundo chamado Arte Amazônica”, completa a curadora.

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