
Vídeo flagra momento em que policial aposentado é assaltado
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o policial militar reformado Francisco Max dos Reis, de 51 anos, foi surpreendido por homens armados no sítio onde morava, localizado na rua Floresta, no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, na manhã desta sexta-feira (27). Nas imagens, é possível ver o instante em que os suspeitos, portando armas de grosso calibre, invadem o imóvel e rendem a vítima dentro da residência.
De acordo com as informações preliminares, os criminosos estavam armados com fuzis e agiram de forma coordenada ao entrar no local. Durante a abordagem, o policial é colocado sob domínio dos suspeitos. O vídeo não mostra o momento dos disparos, mas confirma a invasão que antecedeu o assassinato dentro da propriedade.
Francisco Max dos Reis foi morto a tiros ainda no interior do sítio. Um amigo dele, que teria chegado ao local no momento da ação criminosa, também foi assassinado pelos pistoleiros após ser atingido pelos disparos, não resistindo aos ferimentos.
Equipes da Polícia Militar foram acionadas após relatos de disparos de arma de fogo na área. Ao chegarem à propriedade, os agentes encontraram as vítimas sem sinais vitais. A cena do crime apresentava diversas cápsulas deflagradas de armamento de grosso calibre, o que indica a intensidade do ataque realizado pelos suspeitos.
“Foi uma morte violenta, com vários disparos de arma de fogo. Há diversas cápsulas no local. Eles estavam com duas pistolas e duas armas longas, todos encapuzados”, ressaltou o sargento da PM, Tony Lima.
Francisco Max era policial militar reformado e havia sido expulso da corporação após responder a processos relacionados a homicídios. Conforme registros de investigações anteriores, ele chegou a ser acusado de participação em diversos assassinatos ocorridos em Manaus e também foi apontado em apurações que investigavam a atuação de grupos de extermínio na capital amazonense.
Segundo a Polícia Civil do Amazonas, a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) trabalha com a hipótese de que a vida pregressa do policial possa ter relação com o crime. Até o momento, nenhum suspeito foi preso, e as imagens do circuito de segurança do sítio e de residências próximas devem auxiliar na identificação dos autores do duplo homicídio. A motivação do crime ainda não foi confirmada oficialmente, e o caso segue em investigação.