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A reconstrução da ponte sobre o rio Autaz Mirim, no km 24,60 da BR-319, alcançou cerca de 80% de execução física e entrou na fase final dos trabalhos. A nova estrutura substitui a travessia que desabou em 2022 e tem previsão de entrega para março.
Com 244,60 metros de extensão e 11 metros de largura, a ponte está sendo construída dentro de padrões técnicos voltados à durabilidade, resistência e segurança estrutural. Aproximadamente 200 trabalhadores atuam diretamente no canteiro, entre engenheiros, técnicos e operários, mantendo frentes de serviço ativas ao longo da semana.
Além do avanço físico, a obra representa geração de emprego e renda para dezenas de famílias. Operários relatam sentimento de responsabilidade diante da relevância estratégica da travessia para o Amazonas, especialmente para o abastecimento da capital.
Trabalhadores destacam que a rodovia é eixo logístico fundamental para o transporte de alimentos e mercadorias. A expectativa é concluir a obra dentro do prazo previsto, consolidando uma estrutura definitiva no trecho.

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O engenheiro civil responsável, Edson Lima, informou que o cronograma já alcança a etapa de montagem dos vãos. Segundo ele, são sete vãos no total, com avanço médio de dois por semana. Concluída a parte estrutural, o ritmo tende a acelerar, mantendo a previsão de entrega em março.
Um dos principais desafios foi a adaptação do projeto às condições reais do solo. De acordo com a equipe técnica, as características encontradas diferiram das sondagens iniciais, exigindo ajustes na fundação para assegurar estabilidade.
A base estrutural utiliza camisas metálicas com 1,40 metro de diâmetro, cravadas entre 30 e 40 metros de profundidade. Abaixo delas, são executados pinos estruturais que avançam até 19 metros adicionais. Após limpeza interna, são instaladas armações metálicas e realizada a concretagem, formando uma fundação robusta capaz de sustentar a superestrutura.
Outro diferencial é a aplicação da tecnologia de jet grouting, com cerca de 500 estacas injetadas no solo para reforço estrutural. O método amplia a resistência e reduz riscos associados ao fenômeno das “terras caídas”, recorrente na região amazônica.

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Enquanto a ponte definitiva não é concluída, a travessia ocorre de forma provisória. Com o rio em vazante, uma balsa posicionada no leito permite a passagem de veículos. A solução mantém o fluxo, mas aumenta o tempo de deslocamento e exige atenção redobrada dos motoristas.
Transportadores de passageiros e caminhoneiros que atuam no escoamento de cargas relatam expectativa pela entrega da nova estrutura. A conclusão deve reduzir o tempo de viagem, garantir maior previsibilidade logística e ampliar a segurança no trajeto.
O senador Eduardo Braga acompanha o andamento dos trabalhos junto aos órgãos responsáveis e ressalta a importância estratégica da rodovia para o estado. Segundo ele, a ponte representa não apenas uma intervenção de engenharia, mas um elemento essencial para mobilidade e desenvolvimento regional.
Com a fundação concluída e a fase estrutural em andamento, a nova ponte sobre o Autaz Mirim caminha para a reta final, restabelecendo uma ligação considerada vital no traçado da BR-319.
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