06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Em janeiro, 94% das negociações salariais tiveram ajustes acima da inflação

Publicado em 19 de fevereiro, 2026

Nova faixa de isenção do IR deve reduzir desigualdade e impulsionar consumo

Foto: Agência Brasil

Em janeiro, 94% dos reajustes salariais alcançaram ganhos acima da inflação. Segundo dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) nesta semana, os reajustes do mês avaliado alcançaram os melhores resultados para o período dos últimos 12 meses, com aumento real médio de 2,12%.

As informações foram coletadas em 364 acordos e convenções coletivas registrados no Sistema de Negociação Coletiva de Trabalho (Mediador) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) até 2 de fevereiro.

Ainda de acordo com o Dieese, a política de valorização do salário mínimo, sancionada pelo presidente Lula em 2023, influenciou diversas das negociações por um aumento real da remuneração, sendo um dos responsáveis pelo resultado positivo. Segundo o Dieese, o fortalecimento do piso salarial nacional impulsiona reajustes nas categorias que ganham mais, ao servir como parâmetro.

A partir da política de valorização permanente, os reajustes anuais do salário mínimo passaram a levar em conta a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) dos 12 meses anteriores, mais a taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo ano anterior ao ano vigente. Caso o PIB não apresente crescimento real, o salário mínimo será reajustado pelo INPC.

Dessa forma, o piso nacional foi reajustado em 6,79% em janeiro deste ano, passando para o valor de R$ 1.621,00 em 2026. Cerca de 61,9 milhões de brasileiros, incluindo aposentados e pensionistas, foram beneficiados, o que representa o incremento de R$ 81,7 bilhões na economia do País.

Reajustes salariais por setor econômico

Em 96,2% das negociações do comércio e dos serviços os reajustes ficaram acima da inflação. O resultado foi o mesmo em 91,4% das negociações da indústria.

Resultados abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ficaram em torno de 1% dos casos, com exceção do comércio, que não registrou reajustes abaixo da inflação.

Em relação à variação real média, os ganhos de janeiro foram de 1,75% no comércio, 1,80% na indústria e 2,37% nos serviços. Tanto a distribuição dos reajustes na comparação com o INPC quanto a variação real média, em janeiro, são superiores ao observado no acumulado dos últimos 12 meses (fev/25-jan/26) para todos os setores.

Agência Gov

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