06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

ONGs pressionam Parlamento Europeu contra plano de ampliar deportações de imigrantes

Publicado em 16 de fevereiro, 2026

Entidades alertam para riscos de discriminação, vigilância excessiva e violações de direitos humanos. (Foto: Reprodução)

Mais de 70 organizações não governamentais pediram a rejeição de uma proposta da União Europeia que pretende acelerar a deportação de imigrantes em situação irregular. As entidades afirmam que as medidas podem ampliar práticas de vigilância, incentivar discriminação racial e permitir ações invasivas, semelhantes às políticas migratórias adotadas nos Estados Unidos.

O apelo ocorre após a apresentação da Estratégia Europeia de Gestão do Asilo e da Migração, proposta pela Comissão Europeia no fim de janeiro. O plano prevê reforço no controle das fronteiras externas, restrições na concessão de vistos e ускорamento do repatriamento de pessoas sem documentação.

Preocupações com direitos fundamentais

Em declaração conjunta, 75 ONGs afirmam que a ampliação de operações de busca por migrantes em espaços públicos e privados pode transformar a rotina nas cidades europeias e normalizar o perfilamento racial. As organizações temem ainda que serviços públicos sejam obrigados a colaborar com autoridades migratórias, denunciando pessoas sem documentos.

Especialistas em direitos humanos da ONU também manifestaram preocupação com possíveis violações de normas internacionais e questionaram as motivações da proposta, apontando risco de estigmatização de migrantes como solução para problemas sociais internos.

União Europeia defende medidas

A Comissão Europeia sustenta que o plano busca tornar os procedimentos mais eficazes e reduzir a migração irregular, priorizando a proteção de quem realmente necessita de asilo. Autoridades do bloco defendem o fortalecimento das fronteiras e o combate a abusos no sistema migratório.

Organizações humanitárias alertam ainda para possíveis impactos na saúde pública, afirmando que políticas restritivas podem afastar grupos vulneráveis — como grávidas, crianças e doentes crônicos — dos serviços essenciais.

A proposta deverá ser votada pelo Parlamento Europeu no início de março.

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