05/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Projeto de lei quer barrar redes sociais para menores de 16 anos no Brasil

Publicado em 09 de fevereiro, 2026

Projeto de lei quer barrar redes sociais para menores de 16 anos no Brasil

Proposta endurece regras do ECA Digital e exige verificação obrigatória de idade

O deputado federal Maurício Neves (PP) protocolou na Câmara dos Deputados um projeto de lei que proíbe o acesso de crianças e adolescentes com menos de 16 anos a redes sociais no país. A iniciativa altera a Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, ampliando as restrições de uso dessas plataformas no ambiente online.

O texto estabelece a vedação total ao acesso de menores de 16 anos a redes sociais de qualquer natureza. Caso a proposta avance, as empresas responsáveis pelas plataformas deverão implementar mecanismos eficazes de verificação etária e controle de cadastro. O descumprimento das regras poderá resultar em sanções administrativas já previstas na legislação vigente.

Na justificativa do projeto, o parlamentar argumenta que a medida busca reduzir impactos negativos à saúde mental e ao desenvolvimento de crianças e adolescentes. Entre os riscos citados estão o aumento de quadros de ansiedade, distúrbios do sono, exposição precoce a conteúdos sensíveis e episódios de cyberbullying.

Atualmente, não existe no Brasil uma proibição legal ampla para o uso de redes sociais por menores de 16 anos. As principais plataformas adotam regras próprias, que geralmente permitem a criação de contas a partir dos 13 anos, seguindo padrões internacionais de proteção infantil.

Embora empresas como Instagram, TikTok, Facebook e X imponham restrições adicionais a usuários menores de 18 anos — como perfis privados por padrão e limitação de interações com desconhecidos —, o cadastro costuma depender apenas da idade informada pelo próprio usuário, sem exigência de comprovação documental.

Estudos sobre o comportamento digital no país indicam que muitos jovens acessam redes sociais antes da idade mínima permitida. Especialistas apontam que o modelo de autodeclaração facilita o uso de dados incorretos, o que contribui para a presença massiva de menores nas plataformas.

O ECA Digital já determina que empresas de tecnologia adotem medidas de proteção, incluindo verificação etária, ferramentas de supervisão parental e retirada de conteúdos prejudiciais. A legislação também proíbe a exposição de crianças e adolescentes a materiais como exploração sexual, pornografia, violência extrema e publicidade abusiva.

Além disso, uma lei federal em vigor restringe o uso de celulares por estudantes durante aulas, recreios e intervalos em escolas públicas e privadas, com exceções para atividades pedagógicas, acessibilidade e questões de saúde.

O projeto ainda aguarda despacho para início da tramitação nas comissões da Câmara. Se aprovado, seguirá para votação no plenário, análise do Senado e, por fim, sanção presidencial.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.