05/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Hospital particular é autuado pelo Procon-AM por falhas no atendimento e irregularidades administrativas

Publicado em 05 de fevereiro, 2026

Hospital particular é autuado pelo Procon-AM por falhas no atendimento e irregularidades administrativas

As falhas foram constatadas após denúncias de consumidores (Foto: João Pedro/Procon-AM)

O Instituto de Defesa do Consumidor do Amazonas (Procon-AM) autuou, nesta quarta-feira (04/02), uma operadora de saúde privada após denúncias de consumidores sobre irregularidades no atendimento. Durante a fiscalização, foram constatadas a ausência de emissão de senhas e a falta de placas informativas indicando o tempo estimado de espera, práticas que violam normas estaduais e o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

De acordo com o órgão, os consumidores devem ter acesso a mecanismos que permitam acompanhar o tempo de permanência na fila, respeitando os limites legais estabelecidos. Além disso, a equipe de fiscalização identificou que o estabelecimento operava com um CNPJ baixado, ou seja, juridicamente inativo.

Outro ponto considerado grave foi a constatação de que o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) apresentado pela unidade estava vinculado a um CNPJ também baixado, pertencente ao mesmo grupo empresarial. Do ponto de vista jurídico, a utilização de uma licença associada a uma empresa extinta invalida a certificação de segurança do local.

Segundo o Procon-AM, essa falha administrativa compromete a garantia de que a unidade tenha passado por vistorias técnicas recentes e compatíveis com sua atual estrutura jurídica e operacional.

A empresa foi notificada e terá o prazo de 10 dias corridos para apresentar um documento oficial com a receita bruta anual referente aos últimos 12 meses. A exigência segue o Decreto Estadual nº 43.614/2021, que regulamenta o cálculo de multas administrativas no Amazonas.

Caso os dados não sejam apresentados dentro do prazo, o Procon-AM poderá estimar o valor da multa de forma arbitrária, com base no porte da empresa, além de aplicar sanções agravadas por falta de cooperação com o órgão fiscalizador.

Próximos passos

Embora tenha direito à ampla defesa, a operadora deverá regularizar imediatamente a sinalização de atendimento e a situação do CNPJ junto ao Corpo de Bombeiros, sob risco de medidas mais severas, como a interdição dos serviços.

Veja mais notícias em Cidade

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.